No meu mundo particular os pássaros cantam Chico Buarque, as árvores têm frutos doces e coloridos, o sol brilha e rege a orquestra do céu, para os pássaros acompanhar.
A grama é de algodão macio pra todo mundo, quando quiser, deitar. Chocolates e batatas fritas são tão permitidas que têm em cada esquina, junto com os expressos de café e as manjubinhas.
Tem rios terapeuticos e medicinais. Os mares são templos de meditação. Todos os animais são sagrados e de estimação, todas as cores são fluorescentes cores de tentação.
As flores não murcham, viram borboletas, que no céu lançam boa sorte a quem as notar, as vê passar. O arco-íris tem tesouros mágicos, desses que a gente encontra quando é criança, pra todo mundo brincar.
O teletransporte existe, feito pra não ter saudade e pro mundo todo encontrar o seu lugar sem dor nem despedida.
Lá, todos são artistas natos, feitos para encantar. Existem grandes saraus onde todo mundo é respeitado e bem sucedido. Chaplin anda pelas ruas a desfilar.
Nem escambo, nem dinheiro. A moeda é o amor.
As crianças brincam e correm sozinhas pela cidade. Desbravando novos horizontes além do portão de ferro, e as pessoas são felizes.
Lá, indiretas não existem, apesar da juventude ser a característica de todos. Pequenos jovens, grandes homens brincalhões, alguns com rugas, outros com cordões.
E sendo todos jovens, amam, criam, cantam, gritam e tem energia suficiente para quando o potinho de felicidade acabar, começar tudo de novo, e de novo recriar sua feliz-idade, com mais maturidade.
Lá, a loucura é sanidade, que traz ao meu mundo a banalidade do riso farto, grande e corriqueiro.
Rotina? Não tem pressa de chegar, não.
Até porque, lá tem um grande furacão, e as pessoas saem a percorrer este mundo por vontade.
Sem remorso, julgamento ou torpor. Apenas a consciência da solidez, solitude. Apenas respeito, filosofia e educação. Jovens construtores sociais de sua própria evolução.
Todos necessários, só morrem com um hino de louvor quando todos os seus sonhos forem concretizados, quando todas as promessas forem cumpridas, quando terminar aquele dia utópico em que te tornas um sábio senhor.
Lá, apenas amor.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Podres poderes.
Alguém poderia me explicar a misteriosa prisão e iminente morte de Yves Hublet?
"Estava com câncer" - foi a informação simplória da administração do presídio.
Por ser um cara de evidente coragem ao levar à público seu desafeto com o governo e os escândalos do mensalão, Yves nunca mais teve sossego e teve que sair do Brasil, se refugiando na Bélgica.
A passeio pelo país, Yves foi para Curitiba e depois para Brasília antes de voltar a Bélgica.
Foi abordado no aeroporto, algemado e preso, com a "suposta" alegação de estar armado.
[ironia] Sim, porque o aeroporto de Curitiba deixaria alguém embarcar armado. [/ironia]
Depois de preso, ficou tragicamente doente dentro do presídio sem que nenhum familiar soubesse, morreu, sem que nenhum familar soubesse e foi cremado sem que nenhum familiar soubesse.
[Num país onde a cremação custa rios de dinheiro e só é feita nos casos em que a família impõe tal circunstância]
VIVA ADITADURA DEMOCRACIA!
VIVA A LIBERDADE DEREPRESSÃO EXPRESSÃO!
VIVA O BRASIL!
"Estava com câncer" - foi a informação simplória da administração do presídio.
Por ser um cara de evidente coragem ao levar à público seu desafeto com o governo e os escândalos do mensalão, Yves nunca mais teve sossego e teve que sair do Brasil, se refugiando na Bélgica.
A passeio pelo país, Yves foi para Curitiba e depois para Brasília antes de voltar a Bélgica.
Foi abordado no aeroporto, algemado e preso, com a "suposta" alegação de estar armado.
[ironia] Sim, porque o aeroporto de Curitiba deixaria alguém embarcar armado. [/ironia]
Depois de preso, ficou tragicamente doente dentro do presídio sem que nenhum familiar soubesse, morreu, sem que nenhum familar soubesse e foi cremado sem que nenhum familiar soubesse.
[Num país onde a cremação custa rios de dinheiro e só é feita nos casos em que a família impõe tal circunstância]
VIVA A
VIVA A LIBERDADE DE
VIVA O BRASIL!
domingo, 19 de setembro de 2010
Paralelos no infinito.
Sábado na solidão.
Tomou um banho, se arrumou, olhou no espelho e sorriu.
Saiu de casa, pegou aquele elevador lerdo, deu bom dia ao porteiro e foi para a rua.
Sol a pino, calor desértico e sufocante. Pássaros, graças aos deuses, pássaros.
Mecanicamente pegou o metrô e foi até lá onde as lembranças dele povoavam.
Enquanto ouvia os sons do metrô caiu em si e já estava naquele mesmo bairro de antes.
Lembranças que por muito tempo povoaram seus sonhos adentravam sua mente agora como um furacão. Cada cheiro, cada florzinha e cada pessoa que trabalhava por ali lhe davam aquela sensação de frio na barriga como quando encontramos algo que amamos depois de muito tempo.
Enquanto ouvia os sons do metrô caiu em si e já estava naquele mesmo bairro de antes.
Lembranças que por muito tempo povoaram seus sonhos adentravam sua mente agora como um furacão. Cada cheiro, cada florzinha e cada pessoa que trabalhava por ali lhe davam aquela sensação de frio na barriga como quando encontramos algo que amamos depois de muito tempo.
Caminhou o dia todo por lá, sentou no banco daquela praça, entrou pela primeira vez naquela igreja, comeu pipoca, tomou um café, até que cansou.
Levantou preparado para pegar aquele metrô de volta pra casa.
Levantou preparado para pegar aquele metrô de volta pra casa.
Quando ia embora, ouviu um grito:
- Roberto!
Olhou pra trás, e era ela. Ela, ela, ela, a sua.
Incrédulo, com o coração em disparada, as mãos suando, o tremor, o calor e a emoção daquela hora tenra e cálida.
Nem nos seus sonhos mais bonitos essa cena aconteceria. Ela estava ali, bem à sua frente, e tudo o que ele pode dizer foi um fraco e fino "oi".
Como traduzir o silêncio deste encontro?
Olharam-se por minutos, num encantamento contente de quem se encontra depois de ter se perdido há anos, como a magia do encontro de paralelos que se cruzam no infinito.
Ele sempre procurava ela nas coisas boas, e quando não achava, ele a inventava nos detalhes dos caminhos em que andava, para nunca ter que esquecê-la.
E agora com ela ali na sua frente, apenas a quietude.
E agora com ela ali na sua frente, apenas a quietude.
Fios de segundos e o silêncio se quebrou com um sorriso, do sorriso um riso mais que liso, e um beijo.
Haviam os dois guardado as promessas em baús cadeados e jogado ao fundo do mar, como tesouros escondidos de rainhas francesas, e nada mais faria com que se encontrasse a chave destes baús, a menos que mergulhadores os encontrassem e o tesouro ficaria em algum museu, perdido para sempre em fotografias.
Haviam os dois guardado as promessas em baús cadeados e jogado ao fundo do mar, como tesouros escondidos de rainhas francesas, e nada mais faria com que se encontrasse a chave destes baús, a menos que mergulhadores os encontrassem e o tesouro ficaria em algum museu, perdido para sempre em fotografias.
Aquele beijo despertou os sentimentos reprimidos, os detalhes esquecidos, uma saudade revigorada e um coração batendo forte no tempo do vento.
Caía o orgulho com a noite, e o amor se mostrava conforme a lua. Sem dor, sem tédio, sem crise, sem rasgar o passado, apenas o álcool e o riso, a fórmula do amor.
(Depois de muito tempo, este foi o primeiro dia das nossas novas vidas.)
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Indiretas
Porque gastas tantas palavras definindo o amor? Porque espera do outro que seja assim ou assado, que o outro seja sereno, tranquilo, paciente e perfeito, porque defines que somente isso é amar? Não vê que todos somos errados e tortos? Não percebe que erramos para acertar? Não vê que somos todos crus? Por que tantas palavras definindo o amor coladas nas minhas portas e janelas, como pequenas injeções de indiretas para mim? Amor é aquilo que a gente sente. E ponto. Os nossos atos diante desse sentimento dirão se ficaremos com ele ou não, mas isso chama-se causa e consequência. Amor é apenas amor. O sentido, o sentimento, o calor
terça-feira, 14 de setembro de 2010
French
Café da manhã em Copacabana
Água de côco, caldo de cana
Sentada na areia a diluir felicidade
Secretando com Deus minhas vontades
Uma nuvem negra tapa o sol
Um desconhecido falando enrolado
Do jeito engraçado, simpático
Pragmático, me olhava nos olhos
Do jeito malicioso
E dizia:
- Je suis fatigué -
Pura coincidência, sabia?
Eu ria, matando minha agonia.
Matando a poesia que o mar fazia
Água de côco, caldo de cana
Sentada na areia a diluir felicidade
Secretando com Deus minhas vontades
Uma nuvem negra tapa o sol
Um desconhecido falando enrolado
Do jeito engraçado, simpático
Pragmático, me olhava nos olhos
Do jeito malicioso
E dizia:
- Je suis fatigué -
Pura coincidência, sabia?
Eu ria, matando minha agonia.
Matando a poesia que o mar fazia
Fotografias
Almoço naquele mesmo botequim de antigamente.
Um conterrâneo fanfarrão servindo toda a gente.
Uma senhorinha simpática que senta e conversa comigo.
Coisas que aconteciam no Rio antigo.
As árvores que reconheço.
Os momentos lembrados, padeço.
As memórias antigas, queridas, repentinas.
O calor, a praia, o frío na barriga.
O fio da navalha no coração.
Migalha do teu pão.
Um conterrâneo fanfarrão servindo toda a gente.
Uma senhorinha simpática que senta e conversa comigo.
Coisas que aconteciam no Rio antigo.
As árvores que reconheço.
Os momentos lembrados, padeço.
As memórias antigas, queridas, repentinas.
O calor, a praia, o frío na barriga.
O fio da navalha no coração.
Migalha do teu pão.
sábado, 11 de setembro de 2010
Concentração.
Ô mundão difícil.
Haja tato pra saber o que fazer em cada situação.
Eu juro que ainda não aprendi. Aí num rompante acontece o inimaginável e você começa a enxergar o fundo daquele poço que um dia você superou, e tudo bem... nada que um Prozac e uns pulsos cortados não resolva.
E quem é forte o bastante pra se conter com os empurrões ao abismo que a gente leva?
Tem uns e outros aí se achando forte, achando que o sofrimento não afeta as mentes humanas.
Até hoje não vi ninguém que tenha caído num abismo, ou simplesmente que tenha levado um tombo qualquer, levantar sem arranhões e marcas...
E tudo bem que as vezes a energia do corpo acabe, que a leveza que eu gosto tanto se transforme em toneladas, que o sorriso venha acompanhado de sarcasmo ou educação... Tudo bem.
Tudo bem que é obrigatório para ser humano não entender que as palavras que são ditas ficam encravadas na nossa carne, e quando desditas, levam um tempo pra cicatrizar... então melhor não encostar, não lembrar, não mexer pra não sangrar. Mas mesmo assim até a mais serena das criaturas machuca as outras com palavras não pensadas.
Aí eu guardo as minhas fraquezas num potinho, e tento lacrar bem a tampa... Mas basta uma distração, uma bem pequenina, que ele abre mesmo assim, e surgem elas pra me maltratar e sou eu quem começo a querer me guardar num potinho longe de tudo.
Antes eu saía a gritar por alguém que me salvasse...de mim. Isso porque eu me sofro demais. Agora já me vesti toda de branco, respirei fundo e me fiz um acordo de paz. Me embebi em concentração pra tentar me fazer rir a toda hora e a todo custo... Mas descobri que também tem hora pra não rir.
E eu já fui uma dessas sozinhas sem-amor que jura que não precisa de ninguém pra ser feliz e saí em desatino por aí a beijar bocas vazias e cheias de tédio. Então eu olhei pra mim, olhei bem pra mim... e tinha um buraco vazio bem aqui dentro, que às vezes crescia e me fazia desaparecer. Acrescentei mais algumas clausulas no acordo... Melhor que paz é amor. E comecei a amar demais, demais mesmo. Intensa, eu fui e sou. Mas amar demais funciona? E se machucar? Voar alto só dá um tombo maior?
Então eu agora começo a entender porque existem essas pessoas meio invísiveis que a gente chama de "sem graça". Não são engraçadas, são tímidas e só vivem de trabalho e estudo, certinhas demais. É ó-bvio! Isso tudo é precaução... ninguém quer sofrer demais!!!!
E quem vive intensamente sofre mais que o normal, sofre até tomar veneno de rato e chora até vendo novela de Manoel Carlos.
É... haja concentração pra conseguir ter precaução e viver uma vida "sem graça" e sem dor.
Sem dor. Sem dor.
Haja tato pra saber o que fazer em cada situação.
Eu juro que ainda não aprendi. Aí num rompante acontece o inimaginável e você começa a enxergar o fundo daquele poço que um dia você superou, e tudo bem... nada que um Prozac e uns pulsos cortados não resolva.
E quem é forte o bastante pra se conter com os empurrões ao abismo que a gente leva?
Tem uns e outros aí se achando forte, achando que o sofrimento não afeta as mentes humanas.
Até hoje não vi ninguém que tenha caído num abismo, ou simplesmente que tenha levado um tombo qualquer, levantar sem arranhões e marcas...
E tudo bem que as vezes a energia do corpo acabe, que a leveza que eu gosto tanto se transforme em toneladas, que o sorriso venha acompanhado de sarcasmo ou educação... Tudo bem.
Tudo bem que é obrigatório para ser humano não entender que as palavras que são ditas ficam encravadas na nossa carne, e quando desditas, levam um tempo pra cicatrizar... então melhor não encostar, não lembrar, não mexer pra não sangrar. Mas mesmo assim até a mais serena das criaturas machuca as outras com palavras não pensadas.
Aí eu guardo as minhas fraquezas num potinho, e tento lacrar bem a tampa... Mas basta uma distração, uma bem pequenina, que ele abre mesmo assim, e surgem elas pra me maltratar e sou eu quem começo a querer me guardar num potinho longe de tudo.
Antes eu saía a gritar por alguém que me salvasse...de mim. Isso porque eu me sofro demais. Agora já me vesti toda de branco, respirei fundo e me fiz um acordo de paz. Me embebi em concentração pra tentar me fazer rir a toda hora e a todo custo... Mas descobri que também tem hora pra não rir.
E eu já fui uma dessas sozinhas sem-amor que jura que não precisa de ninguém pra ser feliz e saí em desatino por aí a beijar bocas vazias e cheias de tédio. Então eu olhei pra mim, olhei bem pra mim... e tinha um buraco vazio bem aqui dentro, que às vezes crescia e me fazia desaparecer. Acrescentei mais algumas clausulas no acordo... Melhor que paz é amor. E comecei a amar demais, demais mesmo. Intensa, eu fui e sou. Mas amar demais funciona? E se machucar? Voar alto só dá um tombo maior?
Então eu agora começo a entender porque existem essas pessoas meio invísiveis que a gente chama de "sem graça". Não são engraçadas, são tímidas e só vivem de trabalho e estudo, certinhas demais. É ó-bvio! Isso tudo é precaução... ninguém quer sofrer demais!!!!
E quem vive intensamente sofre mais que o normal, sofre até tomar veneno de rato e chora até vendo novela de Manoel Carlos.
É... haja concentração pra conseguir ter precaução e viver uma vida "sem graça" e sem dor.
Sem dor. Sem dor.
REPOSTAGEM do dia 26/02/2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Menina das meias trocadas
Guarde minhas meias
Como a minha saudade
Guarde o gosto do meu beijo
Com o cheiro da minha vontade
Menino de all star
Com o jeito meigo no sorriso
Com as mãos de um amante
E a perfeita pureza que carrega no olhar
És leve como o vento, grande como o mar
E tem asas de pássaros alegres
Perdidos no mundo,
Entregues ao tempo, soltos ao ar
Menino de xadrez,
Com sonhos não tão meninos
Beleza na trágica juventude
No teu cenho liso, solidez
Amo como os poetas amargos
Que somem durante o dia
E à noite, no entanto
Me entrego aos teus encantos.
E sonho contigo, corro perigo.
Meu pranto.
Como a minha saudade
Guarde o gosto do meu beijo
Com o cheiro da minha vontade
Menino de all star
Com o jeito meigo no sorriso
Com as mãos de um amante
E a perfeita pureza que carrega no olhar
És leve como o vento, grande como o mar
E tem asas de pássaros alegres
Perdidos no mundo,
Entregues ao tempo, soltos ao ar
Menino de xadrez,
Com sonhos não tão meninos
Beleza na trágica juventude
No teu cenho liso, solidez
Amo como os poetas amargos
Que somem durante o dia
E à noite, no entanto
Me entrego aos teus encantos.
E sonho contigo, corro perigo.
Meu pranto.
sábado, 4 de setembro de 2010
Não, Bárbara.
Tanta gente que nada de mim sabe a me olhar e dizer tantos nãos!
- Não, Bárbara, você não foi, você não fez, você não está fazendo.
- Não Bárbara, aquilo não era legal, aquilo não era dor... aquilo nunca foi amor.
Que eu paro e penso: Quem são eles? Quantos erros já cometeram? tentando fazer a mesmíssima coisa que eu, você e todo mundo tem tentado: SER FELIZ.
Quem são para me dizer que o meu peito rasgado não era dor?
Que as coisas que por ele eu senti nunca foram amor?
Mas eu vou, ainda que cheia de julgamentos e negações.
E cada "não" atravessado na minha estrada será um passo a mais que eu darei em minha existência.
- Não, Bárbara, você não foi, você não fez, você não está fazendo.
- Não Bárbara, aquilo não era legal, aquilo não era dor... aquilo nunca foi amor.
Que eu paro e penso: Quem são eles? Quantos erros já cometeram? tentando fazer a mesmíssima coisa que eu, você e todo mundo tem tentado: SER FELIZ.
Quem são para me dizer que o meu peito rasgado não era dor?
Que as coisas que por ele eu senti nunca foram amor?
Mas eu vou, ainda que cheia de julgamentos e negações.
E cada "não" atravessado na minha estrada será um passo a mais que eu darei em minha existência.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Manjericão
Não me aprisione
Não tente me fazer ficar.
Não me queira,
Não me questione,
Nem tente por mim se apaixonar.
Eu vou te fazer chorar.
Eu sou assim, ardida
Cruel e sem coração
Sou intensa partida
Sou só manjericão
Numa vida bandida
E magôo sem notar.
Eu não choro, não sinto
Não vejo flores no jardim
Não falo de amor
E não vejo motivos
De você falar por mim.
Desapareço sem saudade
Sou vulcão que arde no fim
O divã da insanidade
E no silêncio de uma prece
Sou nuvem que desaparece
Não tente me fazer ficar.
Não me queira,
Não me questione,
Nem tente por mim se apaixonar.
Eu vou te fazer chorar.
Eu sou assim, ardida
Cruel e sem coração
Sou intensa partida
Sou só manjericão
Numa vida bandida
E magôo sem notar.
Eu não choro, não sinto
Não vejo flores no jardim
Não falo de amor
E não vejo motivos
De você falar por mim.
Desapareço sem saudade
Sou vulcão que arde no fim
O divã da insanidade
E no silêncio de uma prece
Sou nuvem que desaparece
Música Interior
Tem dia que eu fico vazia. Não aquele vazio melancólico que te faz dizer "estou com um vazio no peito". Um vazio devagar que gela por dentro, faz querer mergulhar no chão. Fechar os olhos e dançar, dançar, dançar loucamente, dançar, fumar, dançar, beber, dançar, entrar na música, ser a música, embalar meu próprio corpo que dança, cair exausta em uma piscina gelada e ficar lá no fundo por horas, horas, horas. Sem morrer. Vazio não é vontade de morrer. Vazio não é vontade de nada. Vazio é vontade de sentir. Já sei. Vazio deve ser o não-sentir e a ânsia de sentir que acompanha o não-sentir. Não quero você agora. Mais tarde, quem sabe. Não agora. Sinto sono e a vontade agoniada de dançar. O sono fecha os meus olhos até a metade. Não devia ter dormido tão tarde ontem, meu corpo já não agüenta. Pouco mais de duas décadas e os anos já começam a pesar. Que injusto! Talvez não, corrijo. Há alguns séculos as pessoas não esperavam viver muito mais que três décadas e eu exigindo a eternidade! Mas eu não quero viver para sempre, isso não é verdade. Eu só quero dançar e dormir. Estou sem conseguir me importar. Quero um pause. Faz calor e os passarinhos não calam. Quero dar uma volta de carro e enfiar minha cabeça para fora da janela, sentir o vento embaraçar meu cabelo e não me importar. Hmmmm. A fome. Enfim, sinto algo. Acho que vou almoçar.
A minha razão.
Bobo é quem vive sem insanidade. Pacato, chato, sutil demais.
Quem não tem uma saudade alva com pinceladas pretas?
Quem não sofre, quem não se esconde no quarto e põe aquela maldita música só pra chorar um pouquinho mais, pra se olhar no espelho e ver que a dor inchou a pele e manchou o coração, e que o buraco que se abriu (e que só a gente pode sentir) é tão fundo que chega nos pulmões e faz o ar faltar?
Quem, depois, não descobriu que existe muita estopa neste mundo que tape esse buraco? E que depois de descobrí-la a gente ri dos tempos em que chorávamos alto, do tempo que ainda doía.
Quem não faz uma loucura como sumir no mundo e ir para a Indonésia ou Scandinávia, porque queria se encontrar? E descobre depois que a gente só se encontra quando está em casa, com coisas que amamos, com as pessoas que amamos, nas situações que amamos. E que as aventuras nos servem, e muito, para uma boa aula na faculdade da vida.
E qual o louco que não é feliz?
Cada louco inventa a sua realidade, mas que seja uma dessas que faça com que os dias sejam de sol, e as noites de lua cheia.
Que se faça o que se quer, que não se tenha medo de realizar os sonhos, as vontades, de dizer a verdade, de sair pelo mundo a gritar, a dançar no meio da rua com seu par, a amar, a se apaixonar sempre e mais, e ser feliz com a sua própria fantasia, sem se importar se o mundo o aponta, o enfrenta ou o atormenta.
Mas ainda tem tanta gente querendo se encaixar. Querendo pagar o pato pra ser aceito, vendendo a alma ao diabo pra ter respeito que eu nem sei mais quem é o louco na verdade.
Tem tanta gente em emprego chato pra ficar rico, tem tanta gente tentando comprar o carro do ano porque é bonito, tem tanta menina que ainda nem seio tem e faz sexo com desconhecido, e tem tanto menino de rua dando sorriso, que eu nem sei mais que é o bobo e quem é o banido.
Melhor excluído, do que bem sucedido e sem felicidade.
Só sei que nunca é tarde demais pra se ter paz.
De nada adianta ser um pássaro quando se está num cativeiro montado por você mesmo.
Liberte-se. Sonhe. Enriqueça [o coração].
Eu tenho vivido sem moderação.
Quem não tem uma saudade alva com pinceladas pretas?
Quem não sofre, quem não se esconde no quarto e põe aquela maldita música só pra chorar um pouquinho mais, pra se olhar no espelho e ver que a dor inchou a pele e manchou o coração, e que o buraco que se abriu (e que só a gente pode sentir) é tão fundo que chega nos pulmões e faz o ar faltar?
Quem, depois, não descobriu que existe muita estopa neste mundo que tape esse buraco? E que depois de descobrí-la a gente ri dos tempos em que chorávamos alto, do tempo que ainda doía.
Quem não faz uma loucura como sumir no mundo e ir para a Indonésia ou Scandinávia, porque queria se encontrar? E descobre depois que a gente só se encontra quando está em casa, com coisas que amamos, com as pessoas que amamos, nas situações que amamos. E que as aventuras nos servem, e muito, para uma boa aula na faculdade da vida.
E qual o louco que não é feliz?
Cada louco inventa a sua realidade, mas que seja uma dessas que faça com que os dias sejam de sol, e as noites de lua cheia.
Que se faça o que se quer, que não se tenha medo de realizar os sonhos, as vontades, de dizer a verdade, de sair pelo mundo a gritar, a dançar no meio da rua com seu par, a amar, a se apaixonar sempre e mais, e ser feliz com a sua própria fantasia, sem se importar se o mundo o aponta, o enfrenta ou o atormenta.
Mas ainda tem tanta gente querendo se encaixar. Querendo pagar o pato pra ser aceito, vendendo a alma ao diabo pra ter respeito que eu nem sei mais quem é o louco na verdade.
Tem tanta gente em emprego chato pra ficar rico, tem tanta gente tentando comprar o carro do ano porque é bonito, tem tanta menina que ainda nem seio tem e faz sexo com desconhecido, e tem tanto menino de rua dando sorriso, que eu nem sei mais que é o bobo e quem é o banido.
Melhor excluído, do que bem sucedido e sem felicidade.
Só sei que nunca é tarde demais pra se ter paz.
De nada adianta ser um pássaro quando se está num cativeiro montado por você mesmo.
Liberte-se. Sonhe. Enriqueça [o coração].
Eu tenho vivido sem moderação.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Murchas gérberas.
Triste sol da manhã,
Hoje surgiu para me sufocar
Deu-me mágoas num vulcão
E um reluzente clarão no mar.
Quem dera versos simples assim
Pudessem essa tristeza expressar
Tristeza soluçante que me rasga
Trazendo o infinito aguado da dor
Não há culpa, não há fé na desculpa
Não há senhor poente neste dia, doutor.
Quem dera os minutos passassem
Como águas ligeiras de um rio no vendaval
Quem dera fosse este o escrito
O mais sincero descrito
Que poderia ser dito inteiro
Hoje no meu funeral.
Hoje surgiu para me sufocar
Deu-me mágoas num vulcão
E um reluzente clarão no mar.
Quem dera versos simples assim
Pudessem essa tristeza expressar
Tristeza soluçante que me rasga
Trazendo o infinito aguado da dor
Não há culpa, não há fé na desculpa
Não há senhor poente neste dia, doutor.
Quem dera os minutos passassem
Como águas ligeiras de um rio no vendaval
Quem dera fosse este o escrito
O mais sincero descrito
Que poderia ser dito inteiro
Hoje no meu funeral.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Elos rompidos.
Queria ter uma pedra nos pés
Pra não mais voar por aí,
Pra não perder mais restos,
Pedaços de mim que eu deixo escapar
Queria ficar e mais vezes te abraçar
Abraços perdidos, abraços partidos
Queria ter a chance de me desculpar
Com os elos rompidos que trazem meu olhar
Claro, eu estou indo embora.
E não há mais a chance
De eu me perder neste teu olhar.
Será?
Pra não mais voar por aí,
Pra não perder mais restos,
Pedaços de mim que eu deixo escapar
Queria ficar e mais vezes te abraçar
Abraços perdidos, abraços partidos
Queria ter a chance de me desculpar
Com os elos rompidos que trazem meu olhar
Claro, eu estou indo embora.
E não há mais a chance
De eu me perder neste teu olhar.
Será?
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Rasgando o vestido rosa de cetim.
Houve aquele tempo de cegueira
Em que eu só obedecia
Não ousei, não ultrapassei.
Nada fiz fora da tua lei
Em tuas normas me criei
Com suas regras eu cresci
Dentro das leis eu me mantive
Em troca, nenhum louro recebi.
Nem ao menos em pensamentos,
Eu conseguia me libertar.
Eram grilhões nas asas coladas,
E uma arma na língua afiada a me maltratar.
Hoje coloquei fogo nas amarras,
Me despi no meio da praça,
Zombei da desgraça, ganhei graça.
Tomei um porre e fui nadar no mar.
Me embriaguei de atitudes,
Comprei minhas escolhas com teu ouro,
Arrumei as malas com as minhas virtudes
E mudei o timbre para discursar.
Hoje provei que ser adulto
Não significa estar certo ou errado.
Mas significa tomar cada decisão
Sem ter medo do resultado.
Sem ter medo de errar.
.
Em que eu só obedecia
Não ousei, não ultrapassei.
Nada fiz fora da tua lei
Em tuas normas me criei
Com suas regras eu cresci
Dentro das leis eu me mantive
Em troca, nenhum louro recebi.
Nem ao menos em pensamentos,
Eu conseguia me libertar.
Eram grilhões nas asas coladas,
E uma arma na língua afiada a me maltratar.
Hoje coloquei fogo nas amarras,
Me despi no meio da praça,
Zombei da desgraça, ganhei graça.
Tomei um porre e fui nadar no mar.
Me embriaguei de atitudes,
Comprei minhas escolhas com teu ouro,
Arrumei as malas com as minhas virtudes
E mudei o timbre para discursar.
Hoje provei que ser adulto
Não significa estar certo ou errado.
Mas significa tomar cada decisão
Sem ter medo do resultado.
Sem ter medo de errar.
.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Anistiada No Amor;
Angústia No Alheio;
Amplexo No Amigo;
Ambiguidade No Anseio.
Tantas juntas em uma incostante revolução.
És 'tuana',
baiana,
mil anas,
Ana.
Anda pelos morros com a finésse de seu berço,
Dança até o chão nos bailes de quem tem dinheiro.
Feita para chocar, para iludir, para gritar e ser amada.
Para enlouquecer o pobre que não tem da insanidade um grão.
És tu, Ana.
Um dia de carnaval,
A graça que a vida tem pra ofertar,
Mil gargalhadas em um funeral
És tu a força que me faz levantar
És tu Ana,
profana,
urbana,
soberana.
Foi queimada viva, acusada
desceu ao inferno e já não teme nada
E retornou inteira, fabulosa.
absolutamente poderosa.
És tu, Ana.
No final, canta seu louvor
Sem arrepender os passos tortos.
Serás sempre a sutil tempestade,
Carregando o sonho, doando amor.
.
Angústia No Alheio;
Amplexo No Amigo;
Ambiguidade No Anseio.
Tantas juntas em uma incostante revolução.
És 'tuana',
baiana,
mil anas,
Ana.
Anda pelos morros com a finésse de seu berço,
Dança até o chão nos bailes de quem tem dinheiro.
Feita para chocar, para iludir, para gritar e ser amada.
Para enlouquecer o pobre que não tem da insanidade um grão.
És tu, Ana.
Um dia de carnaval,
A graça que a vida tem pra ofertar,
Mil gargalhadas em um funeral
És tu a força que me faz levantar
És tu Ana,
profana,
urbana,
soberana.
Foi queimada viva, acusada
desceu ao inferno e já não teme nada
E retornou inteira, fabulosa.
absolutamente poderosa.
És tu, Ana.
No final, canta seu louvor
Sem arrepender os passos tortos.
Serás sempre a sutil tempestade,
Carregando o sonho, doando amor.
.
E de repente eu escuto aquela voz.
Tremi.
Eu tinha me esquecido de como era bom, e você me lembrou.
E se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval.
Ainda sinto o teu cheiro distante.
E quero ele na minha pele, em minh'alma.
Sou a menina das palavras.
Sou muito, mas muito estabanada com as ações.
Mas por ti, bicho querido.
Eu vou ao palato do mundo e o transformo mudo com minhas rimas.
Eu vou ao leão e o transformo camundongo com meus chicotes.
Eu vou a Judas e o condecoro Czar.
Eu vou a Deus e o faço trocar com Satanás.
Eu vou a Vinicius e o faço gargalhar.
Eu vou a você e te roubo pra mim com minhas ações,
Com minhas reações, criações,
Vou a você e te dou o que me dói, o que me trái, o que me ri, o que me satisfaz:
Amor por ti.
Tremi.
Eu tinha me esquecido de como era bom, e você me lembrou.
E se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval.
Ainda sinto o teu cheiro distante.
E quero ele na minha pele, em minh'alma.
Sou a menina das palavras.
Sou muito, mas muito estabanada com as ações.
Mas por ti, bicho querido.
Eu vou ao palato do mundo e o transformo mudo com minhas rimas.
Eu vou ao leão e o transformo camundongo com meus chicotes.
Eu vou a Judas e o condecoro Czar.
Eu vou a Deus e o faço trocar com Satanás.
Eu vou a Vinicius e o faço gargalhar.
Eu vou a você e te roubo pra mim com minhas ações,
Com minhas reações, criações,
Vou a você e te dou o que me dói, o que me trái, o que me ri, o que me satisfaz:
Amor por ti.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Tanto.
Querido,
Chorar por tudo o que passou não me transforma em alguém melhor.
Aprender com o que me dissestes, sim.
Tenho me estabanado tanto nas prateleiras da minha própria vida que não sei mais distinguir o que é vidro e o que é plástico.
Acontece que sempre precisei de ti pra me alcançar o que não quero quebrar.
E vou andando neste mundo como um tartamudo que tateia até chegar no seu lugar.
Me parece tanto que meu lugar é um poço escuro!
Mas escutar tua voz me ditando palavras de um futuro me fazem alforriar a loucura.
É, parece que pra mim também haverá um brasão, umas flores, um amor e muita ternura.
Querido, mesmo assim, cada vez mais sinto aquele arrepio de que te falei...
Sinto minhas pálpebras tremendo e minha boca seca te dizendo todas as verdades inatingíveis que eu tenho. Pois te disse, sim, todas elas, mesmo que não acredites!
Já que és o meu eunuco dourado, porque não ouvir minhas histórias verdadeiras?
Me tens para sempre, para sempre serei tua...
então escute o que meu passado te diz.
Querido, se for pra falar em futuro, me vejo agonizando secretos sonhos estrelados!
Que só tu e eu secretamos, mas que ainda me pegam de surpresa vez que outra fazendo a barriga estremecer de friiio,
Estou aqui lastimando agora, porque, mas porque não estou aí?
Querido...
Há tanta história de nós dois!
Há tantas camas quebradas, risos na madrugada, salgados de almoço, janta e café.
Há tantos beijos cálidos, sexo sem segurro, paixão sem escuro, amor válido.
Houve tanto um te quero, te amo, te espero, te deixo.
Querido, há tanto ainda a perdoar, a tanto ainda a entender, há tanto a explicar, a agir, a escrever...
Há tanto de nós dois que nem entendo como este tanto não cobre o mundo e ninguém vê.
Talvez porque este nosso tanto, seja um tanto tão eficaz e tão forte que cresça a cada canto, a cada luz, a cada palavra.
Que cresça, esqueça e faça:
nós dois outra vez!
Chorar por tudo o que passou não me transforma em alguém melhor.
Aprender com o que me dissestes, sim.
Tenho me estabanado tanto nas prateleiras da minha própria vida que não sei mais distinguir o que é vidro e o que é plástico.
Acontece que sempre precisei de ti pra me alcançar o que não quero quebrar.
E vou andando neste mundo como um tartamudo que tateia até chegar no seu lugar.
Me parece tanto que meu lugar é um poço escuro!
Mas escutar tua voz me ditando palavras de um futuro me fazem alforriar a loucura.
É, parece que pra mim também haverá um brasão, umas flores, um amor e muita ternura.
Querido, mesmo assim, cada vez mais sinto aquele arrepio de que te falei...
Sinto minhas pálpebras tremendo e minha boca seca te dizendo todas as verdades inatingíveis que eu tenho. Pois te disse, sim, todas elas, mesmo que não acredites!
Já que és o meu eunuco dourado, porque não ouvir minhas histórias verdadeiras?
Me tens para sempre, para sempre serei tua...
então escute o que meu passado te diz.
Querido, se for pra falar em futuro, me vejo agonizando secretos sonhos estrelados!
Que só tu e eu secretamos, mas que ainda me pegam de surpresa vez que outra fazendo a barriga estremecer de friiio,
Estou aqui lastimando agora, porque, mas porque não estou aí?
Querido...
Há tanta história de nós dois!
Há tantas camas quebradas, risos na madrugada, salgados de almoço, janta e café.
Há tantos beijos cálidos, sexo sem segurro, paixão sem escuro, amor válido.
Houve tanto um te quero, te amo, te espero, te deixo.
Querido, há tanto ainda a perdoar, a tanto ainda a entender, há tanto a explicar, a agir, a escrever...
Há tanto de nós dois que nem entendo como este tanto não cobre o mundo e ninguém vê.
Talvez porque este nosso tanto, seja um tanto tão eficaz e tão forte que cresça a cada canto, a cada luz, a cada palavra.
Que cresça, esqueça e faça:
nós dois outra vez!
domingo, 8 de agosto de 2010
Estou longe.
Quero dizer, ainda estou aqui, em tese.
Meu corpo ainda permanece no mesmo lugar.
Continuo aqui não conseguindo dormir todos as noites nesta mesma cama do quarto da infância.
Continuo a subtrair virtudes parada no tempo de uma cidade sem ofertas.
Mas minha mente voa como um pássaro que foge pela primeira vez do ninho.
Faço meus planos, compartilho segredos, tenho medo, tenho vergonha, tenho vontade, tenho coragem.
É uma sensação de roubar um carro velho abandonado, ele já não tem mais dono, mas ainda é roubo, dá um misto de emoção e culpa.
Estou aqui, distante nas relações.
Com os amigos, sou fria, sou sorriso Monalisa, ninguém sabe o que dizem meus olhos.
Com os homens.... bom, estes só encontrarão em mim além de vazio, desprezo.
Não por nada, não que eu me ache importante, apenas pelo fato de que ficar sozinha é a terapia mais eficaz para mim nesse momento.
Tenho gostado de me encontrar absolutamente sozinha no meu quarto ouvindo música e conjecturando com meus botões.
Mas só a conjectura em nada me satisfaz. Quero as minhas ações, quero a efetivação dessas minhas idéias!
Eu quero mais e mais da vida!
Mas enquanto isso, não há Rivotril que tire essa insônia,
não há temporal que faça essa vontade de voar passar.
Meu corpo ainda permanece no mesmo lugar.
Continuo aqui não conseguindo dormir todos as noites nesta mesma cama do quarto da infância.
Continuo a subtrair virtudes parada no tempo de uma cidade sem ofertas.
Mas minha mente voa como um pássaro que foge pela primeira vez do ninho.
Faço meus planos, compartilho segredos, tenho medo, tenho vergonha, tenho vontade, tenho coragem.
É uma sensação de roubar um carro velho abandonado, ele já não tem mais dono, mas ainda é roubo, dá um misto de emoção e culpa.
Estou aqui, distante nas relações.
Com os amigos, sou fria, sou sorriso Monalisa, ninguém sabe o que dizem meus olhos.
Com os homens.... bom, estes só encontrarão em mim além de vazio, desprezo.
Não por nada, não que eu me ache importante, apenas pelo fato de que ficar sozinha é a terapia mais eficaz para mim nesse momento.
Tenho gostado de me encontrar absolutamente sozinha no meu quarto ouvindo música e conjecturando com meus botões.
Mas só a conjectura em nada me satisfaz. Quero as minhas ações, quero a efetivação dessas minhas idéias!
Eu quero mais e mais da vida!
Mas enquanto isso, não há Rivotril que tire essa insônia,
não há temporal que faça essa vontade de voar passar.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Eu fui feita pra não dar certo. Pra ser leve, intensa e passageira, como uma música, e comum, feito uma bossa.
O tipo de pessoa que ninguém estranharia, se te deixasse, plantado no altar.
E ainda sim, me vejo mais romântica que uma foto velha do Rio de Janeiro, mais ingênua que uma radionovela dos anos 30 e mais imbecil que um poema choroso cravado na porta do banheiro feminino.
Eu fui feita pra esquecer a chave, o celular, o casaco, o amor, a razão. E se você achar meus pertences pelo chão, use. Até porque a venda não renderia muito.
O tipo de pessoa que ninguém estranharia, se te deixasse, plantado no altar.
E ainda sim, me vejo mais romântica que uma foto velha do Rio de Janeiro, mais ingênua que uma radionovela dos anos 30 e mais imbecil que um poema choroso cravado na porta do banheiro feminino.
Eu fui feita pra esquecer a chave, o celular, o casaco, o amor, a razão. E se você achar meus pertences pelo chão, use. Até porque a venda não renderia muito.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Tá certo que o nosso mal jeito foi vital pra dispensar o nosso bom.
O nosso som pausou.
Tá certo que a nossa vida a gente juntou, e depois desjuntou.
Mas eu sei que tenho aqui em mim um alguém que te faz rir.
E você bem sabe que tem em mim alguém que te guardou.
Eu sou aquela que sendo tua me faz ter um belo coração.
Você tem tudo que eu quis.
E a gente pausou naquele dia triste rasgando sentimentos..
Estou aqui,
Como uma sinfonia paralisada esperando o play de um botão de luz.
Como um telefone que não liga e espera tocar.
Como um parabéns que eu nunca vou dar.
Porque o meu amor é maior que qualquer lamento.
Eu sei,
Teus olhos me viram triste, olhando pro infinito..
Olhando pra garganta, tentando ouvir o meu sussurro mudo.
Olhando pro tempo, querendo fazer parte do paraíso.
Acariciando segredos, te amando no silêncio obtuso.
E mesmo que eu fosse abstrata ou mesmo que eu fosse reta, sempre fui tua...
E ainda estou aqui no meu mal jeito querendo ser aprendiz,
Ainda estou aqui ouvindo aqueles teus conselhos pra me fazer escritora.
Ainda estou a acreditar em ti, a querer te fazer feliz.
Ainda estou a espera,
Ainda estou aqui.
E ainda espero tanto ser aquela tua,
Aquela,
Aquela tua aquarela com mil cores gentis.
Aquela que a presença te faz feliz.
São elas [as minhas lágrimas] que ditam.
O que faz o beija-flor ter vontade de voar?
E o que me faz ter vontade de partir?
Qual o segredo, o botão que me ativa a ir?
Por que me vem tão cedo essa mania de querer viver só?
Por que me vem assim essa sede de me querer satisfazer?
Por que, mas por que eu vou ir e deixar aquelas velhas lágrimas de mãe?
E ao mesmo tempo, quando dentro de mim aquele arrepio de felicidade faz surgir, vem uma tristeza...
A de pra ser feliz, ter que partir...
sábado, 31 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Gaiola aberta.
A melhor coisa da vida é realizarmos os sonhos que temos em nós.
Não para que tenham sucesso, não para que tenham lucro.
Mas para satisfazermos o nosso "eu" interrompido, banido, flagrado por nós em qualquer momento.
Por satisfazer os meus muita gente sofre e se machuca.
Por não satisfazê-los, arde em mim e nunca cicatriza a ferida.
Mas que fique bem claro,
Não é uma questão de magoar quem eu amo com minha ausência ou nitidez.
É só uma questão de me fazer feliz.
Há em mim aquele medo de morrer arrependida por não ter feito o que quis.
Há também a necessidade de impedir que isso aconteça.
Claro que mais necessidades e surpresas virão.
Virão também as gotas em meu rosto quando o mundo apertar a saudade e o apego no coração.
Mas viver calada num eterno "e se..." em nada edifica minha coragem.
Já que se é para viver nesse mundo medíocre, como uma pessoa medíocre, que não seja numa (sub)vida medíocre.
Aqueles que me tem, sempre me terão.
Não serão quilometros que farão o amor mudar.
Meus braços foram feitos com asas.
Agora me diga,
Por que não voar?
Não para que tenham sucesso, não para que tenham lucro.
Mas para satisfazermos o nosso "eu" interrompido, banido, flagrado por nós em qualquer momento.
Por satisfazer os meus muita gente sofre e se machuca.
Por não satisfazê-los, arde em mim e nunca cicatriza a ferida.
Mas que fique bem claro,
Não é uma questão de magoar quem eu amo com minha ausência ou nitidez.
É só uma questão de me fazer feliz.
Há em mim aquele medo de morrer arrependida por não ter feito o que quis.
Há também a necessidade de impedir que isso aconteça.
Claro que mais necessidades e surpresas virão.
Virão também as gotas em meu rosto quando o mundo apertar a saudade e o apego no coração.
Mas viver calada num eterno "e se..." em nada edifica minha coragem.
Já que se é para viver nesse mundo medíocre, como uma pessoa medíocre, que não seja numa (sub)vida medíocre.
Aqueles que me tem, sempre me terão.
Não serão quilometros que farão o amor mudar.
Meus braços foram feitos com asas.
Agora me diga,
Por que não voar?
domingo, 25 de julho de 2010
EX.orcizado.
O que me irrita é quando ele fala Dele.
E quando finge que são duas almas irmãs.
O problema é que eu conheço Ele.
E o outro finge que é uma almã cristã.
E quando finge que são duas almas irmãs.
O problema é que eu conheço Ele.
E o outro finge que é uma almã cristã.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Palhaça da vez.
Em toda canção, o palhaço é um charlatão
Nessa, eu sou a atração
Eu sou no vício, a delícia de se saber
Eu sou a boneca que se pode matar sem sofrer.
- Veja o que me cantam sem saber, sem me ver:
Mas ela é tão dada, tão amada, tão feliz!
Esparrama tanta gargalhada da boca pra fora
Faz do grito um aprendiz
Porque não usá-la, não fazer dela um ouvidor?
Porque não matá-la, não usá-lá com sua dor?
Já que seu coração pintado toda tarde de domingo chora;
Já que a palhaça, nossa graça, tem a caixa de pandora.
Já que pinta o nariz, e ainda assim tem o meu amor;
Já que não sente, nem ressente muito a nós.
Não nos dá bola, nem sua corda se da nó
Dentro do seu coração de pano, um pano que nos rende;
Um pano que nos fantasia, um pano que nos prende;
Ah, há um plano que nos anuncia!
Ah, a palhaça se partiu. E partiu.
Partiu-se em dois, sumiu, e ainda assim seguiu.
Seguiu sua estrada e nem sequer nos viu.
A palhaça era a nossa, a nossa vida!
A nossa grande estrela. A nossa ida.
O nosso falatório agora é uma falsa língua.
Aonde vamos sem a palhaça que nos redigia?
Sem saber, sem querer nos guiava e a gente falava.
Dentro dela sai mais uma canção, agora sem agonia.
E um coração folgado, diferente da nossa rua baldia.
Ah, que inveja da palhaça que eu tanta invejava!
Ah, vamos falar da vida daquela palhaça vadia?
Ahhhh...
Vamos!
Vamos!
Já que a vida é uma monotonia.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Haja haja.
Haja lágrima pra caber as minhas poças.
Haja coração.
Haja fantasia pra decorar um futuro.
Haja inspiração.
Haja hoje pra tanto ontem.
Haja malícia pra ver a maldade.
Haja tentação.
Haja tino pra entender.
Haja estopa pra encher o buraco no meu peito.
Haja morfina pra ter efeito.
Haja dor.
Haja conselho pra ouvir.
Haja maturidade pra saber.
Haja amor.
Haja bebida que cale e transforme minha solidão.
Haja mágoa pra fechar um coração.
Haja fogo.
Haja vitória pra tanto jogo.
Haja castelo pra tanto bobo.
Haja palhaço pra tanta paixão.
Haja concreto pra construir uma ilusão.
Haja sorriso pra enfeitar o choro.
Já há, haja.
Haja lodo.
Haja coração.
Haja fantasia pra decorar um futuro.
Haja inspiração.
Haja hoje pra tanto ontem.
Haja malícia pra ver a maldade.
Haja tentação.
Haja tino pra entender.
Haja estopa pra encher o buraco no meu peito.
Haja morfina pra ter efeito.
Haja dor.
Haja conselho pra ouvir.
Haja maturidade pra saber.
Haja amor.
Haja bebida que cale e transforme minha solidão.
Haja mágoa pra fechar um coração.
Haja fogo.
Haja vitória pra tanto jogo.
Haja castelo pra tanto bobo.
Haja palhaço pra tanta paixão.
Haja concreto pra construir uma ilusão.
Haja sorriso pra enfeitar o choro.
Já há, haja.
Haja lodo.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
Meus pedaços, numa carta.
Não é fácil mesmo enxergar beleza na tristeza... tudo que ela me parece é um poço, não uma porta aberta.
Pois é a esta minha dor que não ameniza com os prazeres mundanos a que devo todas as minhas lágrimas, a esta dor que não tem nome, que eu não sei de onde veio, pronde vai, o que faz, onde me toca pra doer tanto que devo todos os meus dias cinzentos e meus dias negros mesmo, como aqueles em que a morte atrai todas as ilusões. A ela, essa ceifadora sem nome, que devo tudo isso, mas não a ti.(...)
E quando eu digo que meu lugar é no mundo e não é aqui, fazem de mim a palhaça do circo sem lona.
Quero sair. Nasci com a mente livre, sem essa gaiola de rotina que querem me impor. Eu nunca quis isso! Eu quero mais, eu quero ser diferente, eu quero ser eu em qualquer lugar, sem fantasias.
Pois é a esta minha dor que não ameniza com os prazeres mundanos a que devo todas as minhas lágrimas, a esta dor que não tem nome, que eu não sei de onde veio, pronde vai, o que faz, onde me toca pra doer tanto que devo todos os meus dias cinzentos e meus dias negros mesmo, como aqueles em que a morte atrai todas as ilusões. A ela, essa ceifadora sem nome, que devo tudo isso, mas não a ti.(...)
E quando eu digo que meu lugar é no mundo e não é aqui, fazem de mim a palhaça do circo sem lona.
Quero sair. Nasci com a mente livre, sem essa gaiola de rotina que querem me impor. Eu nunca quis isso! Eu quero mais, eu quero ser diferente, eu quero ser eu em qualquer lugar, sem fantasias.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
O texto batido
Você não pode me dizer
O que traz no peito
Você não pode compreender
A cicatriz e o desejo
Você vive a contemplar
Seu universo alheio
Solto ao ar
Não se preocupa com eu
Talvez um dia eu volte pra casa
Talvez, talvez...
Você teima em repetir
Junto na tua comida
Talvez um dia eu volte pra casa
Talvez, talvez...
O que traz no peito
Você não pode compreender
A cicatriz e o desejo
Você vive a contemplar
Seu universo alheio
Solto ao ar
Não se preocupa com eu
Talvez um dia eu volte pra casa
Talvez, talvez...
Você teima em repetir
Sempre as mesmas palavras
Em um espelho doloroso
Num reflexo teimoso
Você me engana quando diz
Que não gosta do beijo
Que acabo diluirJunto na tua comida
Talvez um dia eu volte pra casa
Talvez, talvez...
Letra e música de Stanis Soares.
Linda, linda! Gamei.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Pretos olhos negros.
A quietude das minhas asas,
Meus sentimentos em rebeldia.
Sou agora a (cru)eldade devolvida;
Sou agora negação.
Não, não se mata um coração assim.
Você o deixou para sempre naquela rua baldia.
Não, que ninguém venha até mim.
Sou o algoz do jocoso sem saída.
Nos teus tenros olhos pretos o escuro.
Um negro fiel à tua melancolia.
E que não haja em mim mais agrura.
Minha mente cosmopolita, tenra ilusão.
Viver sem nascer, morrer por axiologia.
Meus sentimentos em rebeldia.
Sou agora a (cru)eldade devolvida;
Sou agora negação.
Não, não se mata um coração assim.
Você o deixou para sempre naquela rua baldia.
Não, que ninguém venha até mim.
Sou o algoz do jocoso sem saída.
Nos teus tenros olhos pretos o escuro.
Um negro fiel à tua melancolia.
E que não haja em mim mais agrura.
Minha mente cosmopolita, tenra ilusão.
Engodo puro.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Afogado.
Faz tempo que teus olhos tinham luz.
E iluminavam os caminhos alheios, e os anseios.
Faz tempo que limpavam a passarela,
dos caminhantes sem prumo, sem rumo.
Hoje afogam-se em maresia, heresia.
Dos mares do teu corpo em tempestade.
Não demora agora, vai surgir do fogo meu pó
E de novo, ao fogo sucumbir sem gemido.
Faz tempo que meu lápis não tem mais ponta,
E que a verdade deu um nó, na boca.
Faz tempo que meu corpo só sente, pressente.
As dores de um surdo-cego caindo no mar.
Faz tempo que águas calmas me afogam, borbulham.
Dá-me um tempo, lento.
Dá-me um tempo pra morrer sem lamento,
Um tempo pra desforra, alforria.
Dá-me um tempo.
Tempo.
E iluminavam os caminhos alheios, e os anseios.
Faz tempo que limpavam a passarela,
dos caminhantes sem prumo, sem rumo.
Hoje afogam-se em maresia, heresia.
Dos mares do teu corpo em tempestade.
Não demora agora, vai surgir do fogo meu pó
E de novo, ao fogo sucumbir sem gemido.
Faz tempo que meu lápis não tem mais ponta,
E que a verdade deu um nó, na boca.
Faz tempo que meu corpo só sente, pressente.
As dores de um surdo-cego caindo no mar.
Faz tempo que águas calmas me afogam, borbulham.
Dá-me um tempo, lento.
Dá-me um tempo pra morrer sem lamento,
Um tempo pra desforra, alforria.
Dá-me um tempo.
Tempo.
terça-feira, 29 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
A condição do ser gente.
As pessoas confundem as energias, morrem cegos e só vêem no clarão do último suspiro.
Envergonham-se pelo abraço do pai que não fala, mas cada prazer abdicado para pagar a próxima mensalidade do colégio é um grito de eu te amo.
Escondem-se para falar de amor, e se for que só seja no escuro de um quarto sem janelas.
E teimam nos erros incertos para um sorriso fulgaz.
Ficam sozinhos quando o mundo tem tantos outros sozinhos.
Se houvesse um gigante nos observando sem tomar partido, diria:
- Estão perdidos.
E eu sou uma delas, perdida.
Envergonham-se pelo abraço do pai que não fala, mas cada prazer abdicado para pagar a próxima mensalidade do colégio é um grito de eu te amo.
Escondem-se para falar de amor, e se for que só seja no escuro de um quarto sem janelas.
E teimam nos erros incertos para um sorriso fulgaz.
Ficam sozinhos quando o mundo tem tantos outros sozinhos.
Se houvesse um gigante nos observando sem tomar partido, diria:
- Estão perdidos.
E eu sou uma delas, perdida.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Mas eu choro até desidratar!
Quando não tem mais água no corpo pra chorar eu me olho no espelho e não me reconheço pelo olho inchado.
Os soluços ficam, mesmo quando não existem mais lágrimas.
E nada adianta, eu não consigo tirar ele de lá.
Ele vai continuar lá, ele está lá, dentro do inferno do meu coração.
E o pior é que ele sorri.
O coração é o músculo mais forte do corpo.
No meu caso, não. No meu caso, não.
Quando não tem mais água no corpo pra chorar eu me olho no espelho e não me reconheço pelo olho inchado.
Os soluços ficam, mesmo quando não existem mais lágrimas.
E nada adianta, eu não consigo tirar ele de lá.
Ele vai continuar lá, ele está lá, dentro do inferno do meu coração.
E o pior é que ele sorri.
O coração é o músculo mais forte do corpo.
No meu caso, não. No meu caso, não.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
As fortes orações.
Retiro calmamente as pedrinhas de minha estrada;
Planto umas flores com fitas de cetim;
Minha sorte é meu trunfo;
Meu destino sempre só coube a mim.
Visito um avô em seu jazigo,
Levo uns cravos e rogo por mim.
Uma breve oração e cai uma lágrima
Tudo de mal chegando ao fim.
No mesmo instante cai um dos cravos,
E uma borboleta leve pousa no meu ombro.
Como um sinal mágico que me diz,
Veja, minha querida, a vida é simples assim.
Planto umas flores com fitas de cetim;
Minha sorte é meu trunfo;
Meu destino sempre só coube a mim.
Visito um avô em seu jazigo,
Levo uns cravos e rogo por mim.
Uma breve oração e cai uma lágrima
Tudo de mal chegando ao fim.
No mesmo instante cai um dos cravos,
E uma borboleta leve pousa no meu ombro.
Como um sinal mágico que me diz,
Veja, minha querida, a vida é simples assim.
domingo, 6 de junho de 2010
Caio F. e eu. Uma das melhores conversas unilaterais que já tive.
"Fico tão cansada às vezes, e digo pra mim mesma que está errado, que não é assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida. E fumo, e fico horas sem pensar absolutamente nada:
Claro, é preciso julgar a si próprio com o máximo de rigidez, mas não sei se você concorda, as coisas por natureza já são tão duras para mim que não me acho no direito de endurecê-las ainda mais."
"... tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara."
"Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva."
"Seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções."
"Tenho uma vontade besta de voltar, às vezes. Mas é uma vontade semelhante à de não ter crescido"
"Fiquei tão só, aos poucos. Fui afastando essas gentes assim menores, e não ficaram muitas outras. Às vezes, nos fins de semana principalmente, tiro o fone do gancho e escuto, para ver se não foi cortado. Não foi."
"Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo..."
Claro, é preciso julgar a si próprio com o máximo de rigidez, mas não sei se você concorda, as coisas por natureza já são tão duras para mim que não me acho no direito de endurecê-las ainda mais."
"... tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara."
"Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva."
"Seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções."
"Tenho uma vontade besta de voltar, às vezes. Mas é uma vontade semelhante à de não ter crescido"
"Fiquei tão só, aos poucos. Fui afastando essas gentes assim menores, e não ficaram muitas outras. Às vezes, nos fins de semana principalmente, tiro o fone do gancho e escuto, para ver se não foi cortado. Não foi."
"Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo..."
sexta-feira, 4 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
=)
Hum...
Minha última postagem teve um efeito.
Eu não queria que tivesse, foi uma invenção maligna de minha cabeça e quero deixar claro que o suicídio é a coisa mais rídicula que existe no ser humano. Quem pode ser tão burro a ponto de tirar a própria vida? E tão egoísta?
Eu não tenho pena de quem faz isso, eu tenho raiva.
E a postagem foi pra mostrar como isso é estúpido.
Mas teve um efeito.
E foi maravilhoso.
Minha grande e antiga e eterna amiga Mari me ligou preocupada.
Deus sabe como foi bom falar com ela e ouvir a voz dela, aquela doce, gentil, amiga, fiel e sensata criaturinha!
Que saudades que eu tava.
A última vez que eu vi ela eu não estava me entendendo muito bem com a garrafa de vinho que eu já tinha sorvido...hehehe
Mas o fato é que eu senti saudades, muitas saudades de nós duas.
Fato.
E aí comecei a ler a minha agenda de 2004.
Oh! Como a gente viveu experiências maravilhosas e uma fase linda, e a gente dividiu isso tudo como amigas de verdade e de duas meninas-mulheres vivenciando novas experiências ...e que riram muuuuuito juntas!
O fato é que estou tendo um ataque de riso lendo a minha agenda, e devo isso a ela.
Depois de tanto tempo, graças a ela e as experiências que vivemos juntas, o dia de hoje se tornou um dia extremamente feliz!
Agradeço por tudo, e pela ligação de hoje, que me fez tão bem.
Tão bem quanto a ligação também doce, sincera e gentil da Rê Dihl! Me fez tão bem!
Eu parecia uma retardada quando desliguei o telefone, rindo sozinha. E minha mãe com cara de paisagem me perguntando:
- Quem era?
- Era a rê, mãe! Coisa mais querida!
Ai, que sentimento bom!
Meu Deus, obrigado por me fazer conhecer pessoas tão maravilhosas nessa jornada terrestre!
É fato que vi hoje também outro de meus amores, o Stanis, que passou por aqui.
Foi tão bom rever aquele rosto amigo e gentil!
Falamos pouco, mas fiquei tão feliz!!
E quero deixar bem claro que estas coisas, estes gestos de vocês, prevalece em qualquer sentimento ruim... Porque enquanto a tristeza nos cava um buraco, a alegria nos leva ao céu... e não se fazem buracos no céu!
Estou no céu hoje.
Em paz.
Ahhhhh....obrigado, Deus! Obrigada Rê, Mari e Lalau!!!
Com um sorrisinho de nada vocês já me arrancam e estancam a dor e a saudade.
Muita felicidade!
Minha última postagem teve um efeito.
Eu não queria que tivesse, foi uma invenção maligna de minha cabeça e quero deixar claro que o suicídio é a coisa mais rídicula que existe no ser humano. Quem pode ser tão burro a ponto de tirar a própria vida? E tão egoísta?
Eu não tenho pena de quem faz isso, eu tenho raiva.
E a postagem foi pra mostrar como isso é estúpido.
Mas teve um efeito.
E foi maravilhoso.
Minha grande e antiga e eterna amiga Mari me ligou preocupada.
Deus sabe como foi bom falar com ela e ouvir a voz dela, aquela doce, gentil, amiga, fiel e sensata criaturinha!
Que saudades que eu tava.
A última vez que eu vi ela eu não estava me entendendo muito bem com a garrafa de vinho que eu já tinha sorvido...hehehe
Mas o fato é que eu senti saudades, muitas saudades de nós duas.
Fato.
E aí comecei a ler a minha agenda de 2004.
Oh! Como a gente viveu experiências maravilhosas e uma fase linda, e a gente dividiu isso tudo como amigas de verdade e de duas meninas-mulheres vivenciando novas experiências ...e que riram muuuuuito juntas!
O fato é que estou tendo um ataque de riso lendo a minha agenda, e devo isso a ela.
Depois de tanto tempo, graças a ela e as experiências que vivemos juntas, o dia de hoje se tornou um dia extremamente feliz!
Agradeço por tudo, e pela ligação de hoje, que me fez tão bem.
Tão bem quanto a ligação também doce, sincera e gentil da Rê Dihl! Me fez tão bem!
Eu parecia uma retardada quando desliguei o telefone, rindo sozinha. E minha mãe com cara de paisagem me perguntando:
- Quem era?
- Era a rê, mãe! Coisa mais querida!
Ai, que sentimento bom!
Meu Deus, obrigado por me fazer conhecer pessoas tão maravilhosas nessa jornada terrestre!
É fato que vi hoje também outro de meus amores, o Stanis, que passou por aqui.
Foi tão bom rever aquele rosto amigo e gentil!
Falamos pouco, mas fiquei tão feliz!!
E quero deixar bem claro que estas coisas, estes gestos de vocês, prevalece em qualquer sentimento ruim... Porque enquanto a tristeza nos cava um buraco, a alegria nos leva ao céu... e não se fazem buracos no céu!
Estou no céu hoje.
Em paz.
Ahhhhh....obrigado, Deus! Obrigada Rê, Mari e Lalau!!!
Com um sorrisinho de nada vocês já me arrancam e estancam a dor e a saudade.
Muita felicidade!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Insônia.
Havia roubado a caixa de remédios para dormir de sua mãe e tomou um para combater aquela lancinante falta de sono que deixava os sentimentos a flor da pele, e fazia as lágrimas caírem soltas ao vento.
Eram 5h da manhã e o coração estava aos pedaços quando resolveu tomar a medicação, tomou e foi deitar com sua mãe.
Acordou no dia seguinte no meio da tarde, como se estivesse bêbada, sem ter muita noção de seus sentidos, sem lembrar de como havia dormido, mas havia! Isso era bom.
Estava com fome. Levantou.
Colocou um atum que estava aberto na geladeira no meio de um pão preto, encheu de catchup da melhor qualidade que seu papai comprava e comeu.
Foi para o computador, viu umas fotos e resolveu ver um filme na tv a cabo.
Sua mãe estava saindo para ir no médico, mas estranhamente sua mãe não falava com ela, nem olhava para ela.
Ela não ligou, preferia que ninguém soubesse da sua existência... Preferia não ver ninguém, nem saber de ninguém.
Queria mesmo era viver num submundo sozinha, longe de tudo.
Seu lindo cachorro preto estava no seu colo, dormindo, e ela se perguntava como podia ter ficado tanto tempo longe desse cachorro que ela amava tanto.
Estava com o cachorro, mas longe do homem que ela amava tanto. Como poderia aguentar?
Mas estranhamente dessa vez não doeu, nem sentiu a dor, nem uma lágrima se corrompeu.
O dia passou, o filme acabou, ninguém havia aparecido ou ligado, e quando o telefone tocou ela deixou tocar até cair.
Sua mãe voltou pra casa da consulta longa e exaustiva. Parecia não notar mais a sua presença naquela casa, simplesmente entrou, largou suas coisas na sala e entrou no quarto dela.
Ela viu que sua mãe falava sozinha no quarto e depois começou a gritar histérica, mas devia ser pelas roupas espalhadas e picadas em pedaços no chão, brincadeirinha de ontem a noite, na insônia desgraçada.
Como mamãe não parou de gritar e saiu correndo do quarto, ela resolveu perguntar o que estava acontecendo, mas ninguém a escutava, nem sequer notava a presença dela, e ela ignorou tudo e voltou pra frente da tv, se sentindo ridícula:
"Pronto, só porque voltei pra casa voltaram a me tratar como uma criança e não me contam mais nada", ela pensava.
Quando a polícia e a ambulância chegaram ela achou o cúmulo não saber o que se passava ali, na casa dela, e foi ver o que estava acontecendo.
Todos estavam entrando no quarto de novo, e quando ela entrou mais atrás só pode ouvir o paramédico dizendo ao policial:
- Foi suicídio ocasionado por excesso de medicação, pelo que pudemos constar... Ela teve uma overdose, e os frascos de Prozac e Rivotril estão aqui... vazios.
Sua mãe ajoelhada na porta chorava copiosamente e estava prestes a ter uma crise nervosa.
E ela estava vendo seu próprio corpo frágil e a pele muito branca naquela cama, sendo examinada pelos paramédicos, e via isso parada em pé da porta do quarto.
Então lembrou da noite anterior;
Tomou todo o frasco para que a dor parasse, a dor do sentimento corrompido. E parou.
Ela estava ali, morta vendo seu corpo estendido e estava feliz. A dor parou.
Deu gargalhadas que ecoaram pela eternidade.
Só o cachorro ouviu.
Eram 5h da manhã e o coração estava aos pedaços quando resolveu tomar a medicação, tomou e foi deitar com sua mãe.
Acordou no dia seguinte no meio da tarde, como se estivesse bêbada, sem ter muita noção de seus sentidos, sem lembrar de como havia dormido, mas havia! Isso era bom.
Estava com fome. Levantou.
Colocou um atum que estava aberto na geladeira no meio de um pão preto, encheu de catchup da melhor qualidade que seu papai comprava e comeu.
Foi para o computador, viu umas fotos e resolveu ver um filme na tv a cabo.
Sua mãe estava saindo para ir no médico, mas estranhamente sua mãe não falava com ela, nem olhava para ela.
Ela não ligou, preferia que ninguém soubesse da sua existência... Preferia não ver ninguém, nem saber de ninguém.
Queria mesmo era viver num submundo sozinha, longe de tudo.
Seu lindo cachorro preto estava no seu colo, dormindo, e ela se perguntava como podia ter ficado tanto tempo longe desse cachorro que ela amava tanto.
Estava com o cachorro, mas longe do homem que ela amava tanto. Como poderia aguentar?
Mas estranhamente dessa vez não doeu, nem sentiu a dor, nem uma lágrima se corrompeu.
O dia passou, o filme acabou, ninguém havia aparecido ou ligado, e quando o telefone tocou ela deixou tocar até cair.
Sua mãe voltou pra casa da consulta longa e exaustiva. Parecia não notar mais a sua presença naquela casa, simplesmente entrou, largou suas coisas na sala e entrou no quarto dela.
Ela viu que sua mãe falava sozinha no quarto e depois começou a gritar histérica, mas devia ser pelas roupas espalhadas e picadas em pedaços no chão, brincadeirinha de ontem a noite, na insônia desgraçada.
Como mamãe não parou de gritar e saiu correndo do quarto, ela resolveu perguntar o que estava acontecendo, mas ninguém a escutava, nem sequer notava a presença dela, e ela ignorou tudo e voltou pra frente da tv, se sentindo ridícula:
"Pronto, só porque voltei pra casa voltaram a me tratar como uma criança e não me contam mais nada", ela pensava.
Quando a polícia e a ambulância chegaram ela achou o cúmulo não saber o que se passava ali, na casa dela, e foi ver o que estava acontecendo.
Todos estavam entrando no quarto de novo, e quando ela entrou mais atrás só pode ouvir o paramédico dizendo ao policial:
- Foi suicídio ocasionado por excesso de medicação, pelo que pudemos constar... Ela teve uma overdose, e os frascos de Prozac e Rivotril estão aqui... vazios.
Sua mãe ajoelhada na porta chorava copiosamente e estava prestes a ter uma crise nervosa.
E ela estava vendo seu próprio corpo frágil e a pele muito branca naquela cama, sendo examinada pelos paramédicos, e via isso parada em pé da porta do quarto.
Então lembrou da noite anterior;
Tomou todo o frasco para que a dor parasse, a dor do sentimento corrompido. E parou.
Ela estava ali, morta vendo seu corpo estendido e estava feliz. A dor parou.
Deu gargalhadas que ecoaram pela eternidade.
Só o cachorro ouviu.
Não me contem piadas,
porque eu não vou rir delas.
Não me mostrem a luz da lua ou do sol,
Porque a minha própria luz se escondeu numa ratoeira dentro de mim.
Não me mostrem a beleza da vida,
Eu não vejo mais beleza em nada, e assim a morte se torna mais fascinante.
Não sintam pena de mim,
Eu não sinto, e acho que ninguém tem o direito de sentir isso de outra pessoa.
E por tudo que eu vivi,
Pelos dias felizes que eu passei,
Por um sorriso verdadeiro vindo de mim...
Por favor,
NÃO ME FAÇAM PERGUNTAS.
Eu jamais vou respondê-las,
e vou sair correndo quando elas forem feitas.
porque eu não vou rir delas.
Não me mostrem a luz da lua ou do sol,
Porque a minha própria luz se escondeu numa ratoeira dentro de mim.
Não me mostrem a beleza da vida,
Eu não vejo mais beleza em nada, e assim a morte se torna mais fascinante.
Não sintam pena de mim,
Eu não sinto, e acho que ninguém tem o direito de sentir isso de outra pessoa.
E por tudo que eu vivi,
Pelos dias felizes que eu passei,
Por um sorriso verdadeiro vindo de mim...
Por favor,
NÃO ME FAÇAM PERGUNTAS.
Eu jamais vou respondê-las,
e vou sair correndo quando elas forem feitas.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Só um pouco do que eu sinto e o que será até o meu fim... Te amo até o fim!
(I love you till the end - the pogues)
Te Amo Até o Fim - The pogues
Eu só quero ver você
Quando você estiver sozinha
Gostaria apenas de ter você se eu puder
Eu só quero estar lá
Quando a luz da manhã explode
No seu rosto, que se irradia
Eu não posso escapar
Eu te amo até o fim
Quero apenas dizer-lhe nada
Do que você não quer ouvir
Tudo o que eu quero, é para você dizer
Por que você não me leva
Para onde eu nunca estive antes
Eu sei que você quer me ouvir
Prender meu fôlego
Eu te amo até o fim
Só quero estar lá
Quando estivermos presos na chuva
Eu só quero ver você rir, não chorar
Eu só quero te sentir
Quando a noite colocar seu disfarce
Estou sem palavras, não me diga
Porque tudo o que consigo dizer:
Eu te amo até o fim
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Se tiver que ir, vai.
O que fica para trás, não sendo mentira,
não racha,
não rompe,
não cai.
Ninguém tira.
Já que vai, segue se depurando pelo trajeto,
para desembarcar passado a limpo,
sem máscara,
sem nada,
sem nenhum desafeto.
Quando chegar, sobe ao ponto mais alto do lugar,
onde a encosta do mundo faz a curva mais pendente.
E então acena.
De onde estiver, quero enxergar esse momento em que você vai constatar
que a vida vale grandemente a pena
O que fica para trás, não sendo mentira,
não racha,
não rompe,
não cai.
Ninguém tira.
Já que vai, segue se depurando pelo trajeto,
para desembarcar passado a limpo,
sem máscara,
sem nada,
sem nenhum desafeto.
Quando chegar, sobe ao ponto mais alto do lugar,
onde a encosta do mundo faz a curva mais pendente.
E então acena.
De onde estiver, quero enxergar esse momento em que você vai constatar
que a vida vale grandemente a pena
terça-feira, 25 de maio de 2010
Por que que Deus criou a dor emocional?
Por que que a gente não podia ter só a dor física pra se proteger das coisas que machucam, e esse seria o mais próximo que a gente chegaria do inferno?
Mas não.
Ele inventou a maldita dor no peito, que abre um buraco entre o colo e o umbigo e faz a gente se sentir vazio.
VAZIO.
E aí como se isso já não bastasse esse buraco profundo começa a doer!!!
Meu Deus, de onde, mas de onde vem uma dor tão forte???
Quase dá um infarto em mim de tanto que dói!
Por que que Deus não nos fez todos iguais?
Por que eu tive que nascer cheia de idéias próprias e contestáveis e cheia de mim?
E por que todo mundo é assim?
Por que a gente não podia ser uma séride de humanóides todos iguais que quando se apaixonassem poderiam se conectar com aqueles rabos-de-cavalo que a gente viu em Avatar e aí...pronto!
Seriam felizes para sempre, sem brigas, sem idéias diferentes... os dois seriam um, uma conexão interligada de um só pensamento, um só coração, uma só vida.
E quando o outro sentisse essa dor e esse vazio que eu agora tô sentindo, ela pudesse ser dividida, recortada no meio e compartilhada com o seu par (pelos rabos-de-cavalo) e aí tudo ficaria mais leve e mais fácil de aguentar.
Por que o mundo não pode ser utópico e cheio de flores e borboletas e céu azul e sol claro?
Por que tem que existir ratos, baratas, esgotos, cinza, preto, fedor, sujeira, dentes podres e flamenguistas?
Por queeeeeeeeeeeeeeeeee meu deus?
Eu não páro de me perguntar e questionar Deus.
Eu queria mesmo era morrer e viver no céu, onde não existe fossa, só sorrisos e amor.
Ah, o amor.
Por que mesmo que Deus inventou o amor?
PURA SA-CA-NA-GEM COM A PORRA DA HUMANIDADE!
Por que que a gente não podia ter só a dor física pra se proteger das coisas que machucam, e esse seria o mais próximo que a gente chegaria do inferno?
Mas não.
Ele inventou a maldita dor no peito, que abre um buraco entre o colo e o umbigo e faz a gente se sentir vazio.
VAZIO.
E aí como se isso já não bastasse esse buraco profundo começa a doer!!!
Meu Deus, de onde, mas de onde vem uma dor tão forte???
Quase dá um infarto em mim de tanto que dói!
Por que que Deus não nos fez todos iguais?
Por que eu tive que nascer cheia de idéias próprias e contestáveis e cheia de mim?
E por que todo mundo é assim?
Por que a gente não podia ser uma séride de humanóides todos iguais que quando se apaixonassem poderiam se conectar com aqueles rabos-de-cavalo que a gente viu em Avatar e aí...pronto!
Seriam felizes para sempre, sem brigas, sem idéias diferentes... os dois seriam um, uma conexão interligada de um só pensamento, um só coração, uma só vida.
E quando o outro sentisse essa dor e esse vazio que eu agora tô sentindo, ela pudesse ser dividida, recortada no meio e compartilhada com o seu par (pelos rabos-de-cavalo) e aí tudo ficaria mais leve e mais fácil de aguentar.
Por que o mundo não pode ser utópico e cheio de flores e borboletas e céu azul e sol claro?
Por que tem que existir ratos, baratas, esgotos, cinza, preto, fedor, sujeira, dentes podres e flamenguistas?
Por queeeeeeeeeeeeeeeeee meu deus?
Eu não páro de me perguntar e questionar Deus.
Eu queria mesmo era morrer e viver no céu, onde não existe fossa, só sorrisos e amor.
Ah, o amor.
Por que mesmo que Deus inventou o amor?
PURA SA-CA-NA-GEM COM A PORRA DA HUMANIDADE!
domingo, 23 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Fuga (z)
Ei, Pasárgada, vou deixá-la outra vez.
Não preciso mais de sonhos e maluquices de quem não cresce.
Não preciso mais fingir felicidade e sorrir amarelo pra quem me olha.
Minha cordialidade devastou-se em teus rios,
E teus pássaros me levam de volta ao sossego.
Coisa mais chata era ter que fingir todo o tempo.
A boa moça, a querida e a sorridente.
Então me deu vontade de sair e estou aqui.
Numa realidade muito, mas muito contundente.
Se um dia eu fui o próprio rei,
quando construia castelos no ar e sonhava alto;
Hoje eu já não quero mais te reinar, Pasárgada.
Tudo que eu quero já está aqui comigo.
Eu não preciso mais chorar escondido.
Porque a tristeza se perdeu num vale verde no mato.
E por algum tempo ela perdeu meu rastro.
Até chegar o lancinante dia em que eu voltarei;
E irei tomar café com a tristeza em uma manhã fria.
Esperando passar a banda na minha frente que gritará:
- Pasárgada tem de volta seu rei!
Até chegar o lancinante dia em que eu voltarei;
E irei tomar café com a tristeza em uma manhã fria.
Esperando passar a banda na minha frente que gritará:
- Pasárgada tem de volta seu rei!
terça-feira, 11 de maio de 2010
E daí hoje eu acordei toda inspiradíssima!
Cheia de idéias novas, projetos e milhões de luzinhas faíscantes dentro do meu cérebro!
Mas não tenho tempoooo pra parar o mundo e pôr minhas idéias no papel.
O dia é corrido demais aqui dentro desse escritório confortável e gelaaado e de noite a internet que eu roubava não pega mais.
Tenho passado meu tempo livre dormindo muito e vendo muitos filmes em dvds piratas que eu compro na esquina de casa.
E como todos podem ver, virei uma pessoa menos solícita e mais ilícita, que rouba a internet dos outros, compra dvd pirata e ainda fala tudo isso aqui, numa boa.
Nos finais de semana eu gosto de fugir do sol, passear um pouco e dormir mais um pouco e mais um pouco ainda.
(Sem internet é #$%@!)
Nada de muito novo no front, só as idéias que começaram a surgir, e me agonia muito não ter tempo pra colocá-las no ar.
Com a internet só no trabalho, mal consigo comentar nos blogs amigos, como o do Stanis, que teve uma das postagens mais incríveis de todos os tempos, dividida em dois blocos sensacionais, e eu NÃO PUDEEE AINDA COMENTARRRRR... E eu me odeio por isso!
Não consigo responder meu orkut, meus emails e minha mãe deixou um enorme puxão de orelha público dizendo que sou desnaturada por não responder os recados e os emails que ela manda.
Meus amigos não me mandam mais nada e já desistiram de me cutucar no facebook, porque eu nunca respondo.
Mas tenho tido tempo pra me ver, e adivinhem?
Tõ aprendendo beeeem devagarzinho a crescer na cabeça e no coração.
Tô aprendendo a ter paciência em cada coisa que eu for fazer, nem que seja plantar um pé de feijão, tô me forçando a aprender a ser mais gentil, mais educada e ser paciente comigo e com os outros.
Tô fazendo um esforço enormeee pra conseguir entender algumas pessoas que eu nem conheço direito e me fazem sofrer sem querer, (há de se entender, pessoas magoam sem querer o tempo todo), e eu tento mesmooo tentar entender, porque o tempo todo eu também magoo, sem perceber.
To aprendendo que tem gente que é anjo mesmo, que a gente vê só uma vez e se sente tocado, e a partir daí a gente sabe que a gente vai continuar a caminhada de outra perspectiva (uma mais feliz e menos solitária).
E euacho sei que me odiar até as vísceras vez em quando é normal tanto quanto aqueles dias em que eu rio pro espelho.
To percebendo que tem tanta coisa que eu ainda tenho que aprender, perceber, discutir e fazer e que eu tenho tantos defeitos quanto um queijo que tem tantos furos.
E eu não sei se fico triste ou feliz por ter percebido tanta coisa sobre mim.
Mas tenho tido tempo pra me ver, e adivinhem?
Tõ aprendendo beeeem devagarzinho a crescer na cabeça e no coração.
Tô aprendendo a ter paciência em cada coisa que eu for fazer, nem que seja plantar um pé de feijão, tô me forçando a aprender a ser mais gentil, mais educada e ser paciente comigo e com os outros.
Tô fazendo um esforço enormeee pra conseguir entender algumas pessoas que eu nem conheço direito e me fazem sofrer sem querer, (há de se entender, pessoas magoam sem querer o tempo todo), e eu tento mesmooo tentar entender, porque o tempo todo eu também magoo, sem perceber.
To aprendendo que tem gente que é anjo mesmo, que a gente vê só uma vez e se sente tocado, e a partir daí a gente sabe que a gente vai continuar a caminhada de outra perspectiva (uma mais feliz e menos solitária).
E eu
To percebendo que tem tanta coisa que eu ainda tenho que aprender, perceber, discutir e fazer e que eu tenho tantos defeitos quanto um queijo que tem tantos furos.
E eu não sei se fico triste ou feliz por ter percebido tanta coisa sobre mim.
E eu descobri também que meu pai e minha mãe são meus heróis mais que nunca, porque eu nunca consegui aprender ou explicar como, mas cooooomo eles arrumavam tempo pra trabalhar, cuidar da casa, fazer compras, lavar roupas, se divertir e ainda cuidar de dois filhos capetas!?
Eu jamais teria conseguido.
Eu jamais teria conseguido.
Crescer exige tempo e habilidade?
Eu não sei,
to aprendendo também.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Fênix.
Como aquele pássaro forte eu renasci das minhas cinzas.
Me conheço, me emociono, te conheço.
Faço um mantra todos os dias de equilíbrio.
Fiz um acordo comigo de libertação.
E hoje sou, estou, (res)surgi.
Das cinzas quentes do meu vulcão.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Último.
Desisti do blog,
só vim dar uma meia-explicação,
pois não haverão mais postagens por aqui.
Não vou excluí-lo porque gosto de visitar o "painel" e ver as postagens incríveis dos amigos.
Obrigada pelos comentários sempre estimulantes, pelas visitações, e pelo simples marcador "lindo", que em um clique tanto me fez sorrir.
Beijos a todos.
só vim dar uma meia-explicação,
pois não haverão mais postagens por aqui.
Não vou excluí-lo porque gosto de visitar o "painel" e ver as postagens incríveis dos amigos.
Obrigada pelos comentários sempre estimulantes, pelas visitações, e pelo simples marcador "lindo", que em um clique tanto me fez sorrir.
Beijos a todos.
Eu tenho vergonha pelas pessoas...
Pseudo-apaixonada;
Pseudo-amante;
Pseudo-mulher;
Pseudo-bruxa.
Medo sim.
Um belo dia elas olham para alguém e resolvem que ali está a solução de todos os problemas.
Então sugam toda a energia e a alegria desta pessoa, como uma sanguessuga que só descrava os dentes da sua perna se você a queimar com um fósforo.
A pessoa se esvai do melhor jeito que a sanguessuga puder fazer:
Se você é sentimental, será uma escrava sentimental.
Se é alcoólico, será alcoolátra.
Se é pobre, ganhará tudo que puder te dar avareza.
Tudo isso para que você dependa da sua sanguessuga.
E você será submisso a ela.
Até que num outro belo dia você olha a sua volta e não vê mais ninguém.
Seus amores e amigos já foram embora, e sua sanguessuga já cansou de brincar de ioiô com seu corpo e com sua alma, e vai atrás da próxima paixonite-vítima que terá energias suficientes para seu vampirismo.
E você?
Será um eterno arrependido.
sábado, 24 de abril de 2010
Carta para meu irmão.
Mano,
É tanta saudade desse sorriso lindo e dessa doçura no olhar.
Tua presença grita na tua ausência!
Cada gosto, cheiro ou coisa que eu vejo e me lembre de ti, me faz pensar em como sou abençoada por Deus em ter um serzinho tão especial na minha vida.
Ontem mesmo me lembrei das tantas vezes que tu me fez travessuras, e em tantas outras que me fez mergulhar na doçura de uma infância querida bem tratada e cuidada pelos teus abraços e sorrisos, mano querido que me ensinou a arte da alegria e da estrepolia...
Um anjinho endiabrado, que muito levado, me fez hoje lembrar... Das muitas vezes que a culpa era minha e ele sorria ao ser castigado e das outras vezes que o teu sorvete era mais gelado e assim sendo me doava de bom grado.
Das vezes que eu merecia, e nem por isso teu rosto de raiva se enchia, de como aprendi contigo maninho querido, a viver a vida de um jeitinho mais levinho, bonitinho e sempre com um sorrisinho que é pra tristeza e a cara feia do pobre de espírito afugentar.
TE AMO.
(Antigo)
É tanta saudade desse sorriso lindo e dessa doçura no olhar.
Tua presença grita na tua ausência!
Cada gosto, cheiro ou coisa que eu vejo e me lembre de ti, me faz pensar em como sou abençoada por Deus em ter um serzinho tão especial na minha vida.
Ontem mesmo me lembrei das tantas vezes que tu me fez travessuras, e em tantas outras que me fez mergulhar na doçura de uma infância querida bem tratada e cuidada pelos teus abraços e sorrisos, mano querido que me ensinou a arte da alegria e da estrepolia...
Um anjinho endiabrado, que muito levado, me fez hoje lembrar... Das muitas vezes que a culpa era minha e ele sorria ao ser castigado e das outras vezes que o teu sorvete era mais gelado e assim sendo me doava de bom grado.
Das vezes que eu merecia, e nem por isso teu rosto de raiva se enchia, de como aprendi contigo maninho querido, a viver a vida de um jeitinho mais levinho, bonitinho e sempre com um sorrisinho que é pra tristeza e a cara feia do pobre de espírito afugentar.
TE AMO.
(Antigo)
quarta-feira, 14 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Contos de Rei Arthur.
Um dia, o jovem rei Arthur foi surpreendido pelo monarca do reino vizinho enquanto caçava em um bosque de sua propriedade. O Rei vizinho poderia tê-lo matado no ato, pois tal era o castigo para quem violasse as leis da propriedade, contudo se comoveu ante a juventude e a simpatia de Arthur e lhe ofereceu a liberdade, desde que no prazo de um ano trouxesse a resposta a uma pergunta difícil.
A pergunta era: O que realmente as mulheres querem? Semelhante pergunta deixaria perplexo até o homem mais sábio. Ao jovem Arthur pareceu impossível respondê-la. Todavia, aquilo era melhor do que a morte, de modo que regressou a seu reino e começou interrogar as pessoas. A princesa, a rainha, as prostitutas, os monges, os sábios, o palhaço da côrte, em suma, todos, e ninguém soube dar uma resposta convincente. Porém, todos o aconselharam a consultar a velha bruxa, porque somente ela saberia a resposta. O preço seria alto, já que a velha bruxa era famosa em todo o reino pelo exorbitante preço cobrado pelos seus serviços. Chegou o último dia do ano e Arthur não teve mais remédio, a não ser recorrer à feiticeira. Ela aceitou dar-lhe uma resposta satisfatória, com uma condição: ela queria casar-se com Gawain, o cavaleiro mais nobre da Mesa Redonda e o amigo mais íntimo do Rei Arthur! O jovem Arthur a olhou horrorizado: era feíssima, tinha um só dente, desprendia um fedor que causava náuseas até a um cachorro, fazia ruídos obscenos, nunca havia conhecido uma criatura tão repugnante! Se acovardou diante daperspectiva de pedir ao seu melhor amigo para assumir essa carga terrível. Não obstante, ao inteirar-se do pacto proposto, Gawain afirmou que não era um sacrifício excessivo em troca da vida de seu melhor amigo e a preservação da Mesa Redonda. Anunciadas as bodas, a velha bruxa, com sua sabedoria infernal, disse: "O que realmente as mulheres querem é serem soberanas de suas próprias vidas"! Todos souberam no mesmo instante que a feiticeira havia dito uma grande verdade e que o jovem Rei Arthur estaria salvo. Assim foi: ao ouvir a resposta, o monarca vizinho devolveu-lhe a liberdade. Porém, que bodas tristes foram aquelas! Toda a côrte assistiu e ninguém se sentiu mais desgarrado, entre o alivio e a angústia, que o próprio Arthur. Gawain se mostrou cortês, gentil e respeitoso. A velha bruxa usou de seus piores hábitos, comeu sem usar talheres, emitiu ruídos e um mau cheiro espantoso. Chegou a noite de núpcias, quando Gawain, já preparado para ir para a cama, aguardava sua esposa. Mas ela apareceu como a mais linda e charmosa mulher que um homem poderia imaginar! Gawain ficou estupefato e lhe perguntou o que havia acontecido. A jovem lhe respondeu com um sorriso doce: como havia sido cortês, com a metade do tempo ela se apresentaria com aspecto horrível e a outra metade com aspecto de uma linda donzela. Então ela lhe perguntou: Qual ele preferiria para o dia e qual para a noite? Que pergunta cruel! Gawain se apressou em fazer cálculos: poderia ter uma jovem adorável durante o dia para exibir a seus amigos e à noite na privacidade de seu quarto uma bruxa espantosa, ou quem sabe ter de dia uma bruxa e uma jovem linda nos momentos íntimos de sua vida conjugal. Vocês, o que teriam preferido? O que teriam escolhido?
O nobre Gawain respondeu que a deixaria escolher por si mesma. Ao ouvir a resposta de Gawain, ela anunciou que seria uma linda jovem de dia e de noite, porque ele a havia respeitado e permitido ser dona de sua vida.
Moral da história: Não importa se a sua mulher é bonita ou feia, chata ou compreensiva.
No fundo, sempre é uma bruxa.
Ela se transformará de acordo com a forma que você a tratar.
A pergunta era: O que realmente as mulheres querem? Semelhante pergunta deixaria perplexo até o homem mais sábio. Ao jovem Arthur pareceu impossível respondê-la. Todavia, aquilo era melhor do que a morte, de modo que regressou a seu reino e começou interrogar as pessoas. A princesa, a rainha, as prostitutas, os monges, os sábios, o palhaço da côrte, em suma, todos, e ninguém soube dar uma resposta convincente. Porém, todos o aconselharam a consultar a velha bruxa, porque somente ela saberia a resposta. O preço seria alto, já que a velha bruxa era famosa em todo o reino pelo exorbitante preço cobrado pelos seus serviços. Chegou o último dia do ano e Arthur não teve mais remédio, a não ser recorrer à feiticeira. Ela aceitou dar-lhe uma resposta satisfatória, com uma condição: ela queria casar-se com Gawain, o cavaleiro mais nobre da Mesa Redonda e o amigo mais íntimo do Rei Arthur! O jovem Arthur a olhou horrorizado: era feíssima, tinha um só dente, desprendia um fedor que causava náuseas até a um cachorro, fazia ruídos obscenos, nunca havia conhecido uma criatura tão repugnante! Se acovardou diante daperspectiva de pedir ao seu melhor amigo para assumir essa carga terrível. Não obstante, ao inteirar-se do pacto proposto, Gawain afirmou que não era um sacrifício excessivo em troca da vida de seu melhor amigo e a preservação da Mesa Redonda. Anunciadas as bodas, a velha bruxa, com sua sabedoria infernal, disse: "O que realmente as mulheres querem é serem soberanas de suas próprias vidas"! Todos souberam no mesmo instante que a feiticeira havia dito uma grande verdade e que o jovem Rei Arthur estaria salvo. Assim foi: ao ouvir a resposta, o monarca vizinho devolveu-lhe a liberdade. Porém, que bodas tristes foram aquelas! Toda a côrte assistiu e ninguém se sentiu mais desgarrado, entre o alivio e a angústia, que o próprio Arthur. Gawain se mostrou cortês, gentil e respeitoso. A velha bruxa usou de seus piores hábitos, comeu sem usar talheres, emitiu ruídos e um mau cheiro espantoso. Chegou a noite de núpcias, quando Gawain, já preparado para ir para a cama, aguardava sua esposa. Mas ela apareceu como a mais linda e charmosa mulher que um homem poderia imaginar! Gawain ficou estupefato e lhe perguntou o que havia acontecido. A jovem lhe respondeu com um sorriso doce: como havia sido cortês, com a metade do tempo ela se apresentaria com aspecto horrível e a outra metade com aspecto de uma linda donzela. Então ela lhe perguntou: Qual ele preferiria para o dia e qual para a noite? Que pergunta cruel! Gawain se apressou em fazer cálculos: poderia ter uma jovem adorável durante o dia para exibir a seus amigos e à noite na privacidade de seu quarto uma bruxa espantosa, ou quem sabe ter de dia uma bruxa e uma jovem linda nos momentos íntimos de sua vida conjugal. Vocês, o que teriam preferido? O que teriam escolhido?
O nobre Gawain respondeu que a deixaria escolher por si mesma. Ao ouvir a resposta de Gawain, ela anunciou que seria uma linda jovem de dia e de noite, porque ele a havia respeitado e permitido ser dona de sua vida.
Moral da história: Não importa se a sua mulher é bonita ou feia, chata ou compreensiva.
No fundo, sempre é uma bruxa.
Ela se transformará de acordo com a forma que você a tratar.
(Desconheço o autor)
quinta-feira, 8 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Enquanto é escuro lá fora e a chuva derruba o lar e a vida de alguém, você pode parar e olhar para o seu lado? Você pode dar a mão ou a passagem para alguém pulando uma poça? Você pode deixar para olhar seu umbigo depois que você chegar na sua casa quente, tomar o seu banho quente, tomar o seu café quente, enquanto as pessoas aqui fora não tem mais uma casa, estão à deriva num rio que deveria ser uma estrada...e já não sabem definir a palavra "quente". Quem é você, senão mais um suscetível a ser o próximo a pedir ajuda?
Eu fico apavorada, quando num momento em que todo mundo precisa de ajuda, as pessoas só pensam nelas mesmas.
Terrível!
Eu fico apavorada, quando num momento em que todo mundo precisa de ajuda, as pessoas só pensam nelas mesmas.
Terrível!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
És tu, ó impiedoso vilão, o algoz que agora me fere os olhos tal qual punhal!
És tu, minha mente nublada de raiva e rancor.
És tu o amargo deste licor venenoso que me tira a vida.
Caio na noite cálida, com faces da cor da lua,
obra do veneno que sorvi com o gosto amargo da tua traição.
Me despeço da vida agora, como quem se despede de seu carrasco,
e faço de ti o único culpado desta juventude interrompida pelo amor
que não me deste e dedicaste a outra senhora.
Quando te vi no alpendre a soprar no pé do ouvido de Aurora tuas juras,
não pude mais continuar a viver.
Para sempre vou te amar,
Joana.
Inácio terminou de ler a carta com as mãos trêmulas e as lágrimas rolando maçãs abaixo.
Lembrou-se das duas noites anteriores, quando Aurora apareceu em sua casa para lhe pedir ajuda, pois estava apaixonada por seu primo, Felício, e não sabia como dizê-lo.
Ele, que conhecia Felício há tantas primaveras sabia que Aurora seria a candidata perfeita, e cochicou em seu ouvido o dia, a hora e o local que ele havia bolado um plano para os dois se encontrarem.
Assim que Aurora saiu Inácio riu sozinho e lembrou-se de sua linda e amada noiva, Joana. Iriam se casar dali a 2 meses, e ele estava muito feliz.
Mas agora, lendo aquela carta e vendo o miúdo, gelado e branco corpo de sua amada ao seus pés, nada mais tinha sentido. A culpa e as dúvidas foram como uma névoa em sua cabeça, deixando-o cada vez mais confuso.
Ele havia dado todas as provas de que a amava! No primeiro instante que a viu ele se apaixonou por ela, e ela sabia disso. Deu presentes, cartas, juras e a pediu em casamento uma semana depois de conhecê-la.
Como esta tenra criatura poderia ter cometido tal desatino apenas por ter visto uma cena comprometedora?
Oh, Deus, porque ela não havia falado com ele, batido nele, gritado, terminado o compromisso?
Tudo menos isso....
Pegou nas mãos de Joana com carinho, fechou seus olhos vagarosamente, disse um "eu te amo" pela última vez com o pesar que agora trazia em seu coração, e olhou para o céu, fazendo uma sentida interrogação que assolaria sua mente pelo resto de sua vida:
"- Oh, Deus! Será que algum dia um homem conseguirá provar a uma mulher que a ama?"
És tu, minha mente nublada de raiva e rancor.
És tu o amargo deste licor venenoso que me tira a vida.
Caio na noite cálida, com faces da cor da lua,
obra do veneno que sorvi com o gosto amargo da tua traição.
Me despeço da vida agora, como quem se despede de seu carrasco,
e faço de ti o único culpado desta juventude interrompida pelo amor
que não me deste e dedicaste a outra senhora.
Quando te vi no alpendre a soprar no pé do ouvido de Aurora tuas juras,
não pude mais continuar a viver.
Para sempre vou te amar,
Joana.
Inácio terminou de ler a carta com as mãos trêmulas e as lágrimas rolando maçãs abaixo.
Lembrou-se das duas noites anteriores, quando Aurora apareceu em sua casa para lhe pedir ajuda, pois estava apaixonada por seu primo, Felício, e não sabia como dizê-lo.
Ele, que conhecia Felício há tantas primaveras sabia que Aurora seria a candidata perfeita, e cochicou em seu ouvido o dia, a hora e o local que ele havia bolado um plano para os dois se encontrarem.
Assim que Aurora saiu Inácio riu sozinho e lembrou-se de sua linda e amada noiva, Joana. Iriam se casar dali a 2 meses, e ele estava muito feliz.
Mas agora, lendo aquela carta e vendo o miúdo, gelado e branco corpo de sua amada ao seus pés, nada mais tinha sentido. A culpa e as dúvidas foram como uma névoa em sua cabeça, deixando-o cada vez mais confuso.
Ele havia dado todas as provas de que a amava! No primeiro instante que a viu ele se apaixonou por ela, e ela sabia disso. Deu presentes, cartas, juras e a pediu em casamento uma semana depois de conhecê-la.
Como esta tenra criatura poderia ter cometido tal desatino apenas por ter visto uma cena comprometedora?
Oh, Deus, porque ela não havia falado com ele, batido nele, gritado, terminado o compromisso?
Tudo menos isso....
Pegou nas mãos de Joana com carinho, fechou seus olhos vagarosamente, disse um "eu te amo" pela última vez com o pesar que agora trazia em seu coração, e olhou para o céu, fazendo uma sentida interrogação que assolaria sua mente pelo resto de sua vida:
"- Oh, Deus! Será que algum dia um homem conseguirá provar a uma mulher que a ama?"
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