Da metade que falta
Me lambuzo de dúvidas
Da promessa futura
Me enchem de lamúrias
E já não sei qual o caminho
Desconheço dos limites da verdade
E se é certo ou errado
Só faço o que tenho vontade
E verdade seja dita,
O amanhã cabe a mim
Da metade que falta
Me lambuzo de certeza.
Da promessa futura
Me encho de firmeza.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
De março,
terça-feira, 14 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Test for taste.
Estranho.
Esse gosto vermelho na minha boca.
Gosto da tua boca na minha sedenta, sedentária.
Boca.
Gosto escuro de ausência com saudade.
Gosto de ausência sem novidade.
Alquimista.
Que mistura do meu gosto com teu gosto
Na minha boca vivendo sem vida.
Morte morrida.
Esse gosto vermelho na minha boca.
Gosto da tua boca na minha sedenta, sedentária.
Boca.
Gosto escuro de ausência com saudade.
Gosto de ausência sem novidade.
Alquimista.
Que mistura do meu gosto com teu gosto
Na minha boca vivendo sem vida.
Morte morrida.
sexta-feira, 10 de julho de 2009

Era uma prisão branca.
Toda branca e com luzes fluorescentes também brancas.
Faltavam alguns dias para sair dali.
Por sorte, a pena fora diminuida pelo meu bom comportamento e eu seria transferida.
Já tinha me acostumado com a vida naquele lugar.
Havia poucos anos que estava ali, mas já parecia ser minha casa, minha gente, minha família.
E agora eu estava quase livre. Mais feliz do que nunca, mas de certa maneira eu ia sentir falta daquela brancura toda.
O cárcere não era privado, e as colegas de cela não calavam a maldita boca um segundo sequer. Até me deram um apelido bonitinho...
Mal sabiam elas que naqueles momentos agoniantes em que uma delas abria a boca e não fechava mais eu sentia uma intensa vontade de esfaqueá-la com qualquer objeto pontiagudo que eu achasse por ali. Mas não podia. Eu estava indo. Faltava pouco.
Hoje por um momento me vi só naquela cela branca.
Olhei ao meu redor e fiquei a imaginar como pude aguentar tanto tempo nesse branco, enquanto eu sou multicores.
Uma prisão branca, que ofusca qualquer uma das minhas luzes coloridas.
Por quanto tempo apaguei minhas luzes e vivi a seguir a luz branca deles?
Mas eu estou indo.
E agora eu vou para o azul, e meu coração pula enquanto danço.
Meu sorriso apareceu em meio ao branco. Uma luz se acendeu, a felicidade se estendeu, compareceu, transpareceu, renasceu!
Encontrei o meu disjuntor.
Pois descobri que meu novo colega de cela, nessa tal prisão azul, vive cheio de luzes, rodeado de novas cores. Perguntei como e me disseram:
Toda branca e com luzes fluorescentes também brancas.
Faltavam alguns dias para sair dali.
Por sorte, a pena fora diminuida pelo meu bom comportamento e eu seria transferida.
Já tinha me acostumado com a vida naquele lugar.
Havia poucos anos que estava ali, mas já parecia ser minha casa, minha gente, minha família.
E agora eu estava quase livre. Mais feliz do que nunca, mas de certa maneira eu ia sentir falta daquela brancura toda.
O cárcere não era privado, e as colegas de cela não calavam a maldita boca um segundo sequer. Até me deram um apelido bonitinho...
Mal sabiam elas que naqueles momentos agoniantes em que uma delas abria a boca e não fechava mais eu sentia uma intensa vontade de esfaqueá-la com qualquer objeto pontiagudo que eu achasse por ali. Mas não podia. Eu estava indo. Faltava pouco.
Hoje por um momento me vi só naquela cela branca.
Olhei ao meu redor e fiquei a imaginar como pude aguentar tanto tempo nesse branco, enquanto eu sou multicores.
Uma prisão branca, que ofusca qualquer uma das minhas luzes coloridas.
Por quanto tempo apaguei minhas luzes e vivi a seguir a luz branca deles?
Mas eu estou indo.
E agora eu vou para o azul, e meu coração pula enquanto danço.
Meu sorriso apareceu em meio ao branco. Uma luz se acendeu, a felicidade se estendeu, compareceu, transpareceu, renasceu!
Encontrei o meu disjuntor.
Pois descobri que meu novo colega de cela, nessa tal prisão azul, vive cheio de luzes, rodeado de novas cores. Perguntei como e me disseram:
Ora, pois!
Ele é irmão de Willy Wonka, e fez-se dono dos maiores arco-íris!
:)
quarta-feira, 8 de julho de 2009

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate dentro de ti
Mesmo que o mundo acabe enfim
Dentro de tudo
Que cabe em ti
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate dentro de ti
Mesmo que o mundo acabe enfim
Dentro de tudo
Que cabe em ti
(Skank)
segunda-feira, 6 de julho de 2009
That's enough!
domingo, 5 de julho de 2009

Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não consegurás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele(...)
- Caio F. -
Música do dia: Painkiller (Turin Brake)
- Caio F. -
Música do dia: Painkiller (Turin Brake)
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Photo

Lembro tudo,
na ausência
Memórias cheias,
como fotografias vivas
Numa bolsa azul,
o bilhete do cinema.
Num bolso vazio,
o sentimento que me sorri.
E andas teimosamente
nas minhas noites
Junto com o beija-flor que vi,
no meu templo de amor.
Que espera batendo asas,
Com imensa glória.
Que canta com o sossego,
Que ilumina minha memória.
na ausência
Memórias cheias,
como fotografias vivas
Numa bolsa azul,
o bilhete do cinema.
Num bolso vazio,
o sentimento que me sorri.
E andas teimosamente
nas minhas noites
Junto com o beija-flor que vi,
no meu templo de amor.
Que espera batendo asas,
Com imensa glória.
Que canta com o sossego,
Que ilumina minha memória.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
SÓ-RISO

A boca mais bonita que já vi
Inundada de um riso aguado
Que mata minha vontade sedenta
De viver leve com asas que construí
.
Ontem sonhei que a tocava
Com suavidade e vigor
Teus lábios molhados agridoces
Me trouxeram a cura, e a dor
.
Me fazes quase louca
Com a falta do calor
Me fazes quase seca
De tanto que dou meu amor
-
E de repente, traz o riso
Como quem traz o céu e o mar
A vida se enche de sorrisos
Te vejo e começo a brilhar.
domingo, 28 de junho de 2009

Os teus olhos são frios como espadas
E claros como os trágicos punhais
Têm brilhos cortantes de metais
E fulgores de lâminas geladas.
Vejo neles imagens retratadas
De abandonos cruéis e desleais
Fantásticos desejos irreais
E todo o oiro e o sol das madrugadas
Mas não te invejo, amor, essa indiferença
Que viver neste mundo sem amar
É pior que ser cego de nascença
Tu invejas a dor que vive em mim
E quanta vezes dirás a soluçar:
"Ah! Quem me dera, irmã, amar assim!"
Frieza - de Florbela Espanca,
(que conheci graças a um lindo elogio de meu bom amigo Stanis. Obrigada.)
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Do coração,

Desprendeu o nó
Não aperta e não dói.
Prendeu no meu pé,
a corda de uma nota só.
E assim me mantenho ligada
Ao que distante me prende.
Não são correntes, são flores
que de meu riso dependem.
Mas os dias desiguais me limitam,
Dias normais me surpreendem.
Quis atropelar o calendário,
E só a parcimônia é o que consigo.
Do calor eu fiz sorriso,
Da saudade, meu paraíso.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Ambiguidade.
Tenho estado calado.Um ser alado.
No peito nu,
dois lados.
A menina angelical.
O ódio destilado.
A pressa me impregna,de tal modo que paro.
Meio morta, meio interrogação.
Ninguém agora faz a menção
Dos dias desiguais que se passam.
A porta do quarto que não fecha.
O buraco da fechadura macabro
Que aos poucos me revela.
E o destino que é traçado,
naquele mapa amassado
Foi descoberto, foi amaldiçoado.
Por mil bruxas e profetas
Que ao meu lado,
De anjos andam disfarçados.
terça-feira, 23 de junho de 2009
O vento.
domingo, 21 de junho de 2009
Partida

Acontece que agora
Eu encontrei este espaço
Entre o amor e a dor
Entre a cruz e a majestade
Por dias e noites indaguei
Que sentimento ardente seria este
E vieram anjos que disseram:
"Chame, oh Deus, de saudade."
É por isto, senhoras e senhores
Da cidade pequena com língua grande
Das casas com ouvidos gigantes
Com avidez pela novidade
Que lhes digo, estou de partida
Vou e não volto para este circo brilhante
Deixo para trás o futuro que não chegou
Os dias contados de um caminhante
Deixo a inveja, a cobiça e algumas cartas de amor
Deixo a rotina, o amor de uns, a razão que não me quis
Vou-me de mochila, de ansiedade, e piso no acelerador
Vou com a sina de ser mais que aprendiz
Vou e vou de uma vez,
Por isso dou esta festa
Não chore e conte até três
Beba com pressa, depressa
Brinda ao deboche e ao calor
Que o álcool afrouxa o entendimento
Das coisas do coração, da paixão, do amor
Aprisiona a mente e devora o pensamento
Faz o melhor papel de apaziguador
Não toque, não impeça, não minta assim
Me deixa ir e ser feliz, por favor
Que agora me despeço de ti e de mim
Eu encontrei este espaço
Entre o amor e a dor
Entre a cruz e a majestade
Por dias e noites indaguei
Que sentimento ardente seria este
E vieram anjos que disseram:
"Chame, oh Deus, de saudade."
É por isto, senhoras e senhores
Da cidade pequena com língua grande
Das casas com ouvidos gigantes
Com avidez pela novidade
Que lhes digo, estou de partida
Vou e não volto para este circo brilhante
Deixo para trás o futuro que não chegou
Os dias contados de um caminhante
Deixo a inveja, a cobiça e algumas cartas de amor
Deixo a rotina, o amor de uns, a razão que não me quis
Vou-me de mochila, de ansiedade, e piso no acelerador
Vou com a sina de ser mais que aprendiz
Vou e vou de uma vez,
Por isso dou esta festa
Não chore e conte até três
Beba com pressa, depressa
Brinda ao deboche e ao calor
Que o álcool afrouxa o entendimento
Das coisas do coração, da paixão, do amor
Aprisiona a mente e devora o pensamento
Faz o melhor papel de apaziguador
Não toque, não impeça, não minta assim
Me deixa ir e ser feliz, por favor
Que agora me despeço de ti e de mim
quarta-feira, 17 de junho de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009

Hoje acordei cega.
Um estranho branco que inibe minha retina do escuro
Há uns fios suturados que aos cílios me prega
Um estranho branco que inibe minha retina do escuro
Há uns fios suturados que aos cílios me prega
Queria ver além do ponto rosa em meio ao branco opaco
Me esmagando em um intenso torpor quase mudo
Hoje acordei muda
Os lábios grudados com cola tenaz
Queria falar além do que falo com doçura
Almejei a acidez sem ser capaz
Hoje acordei surda
Queria escutar outra coisa além da suavidade cantante desta cor
Acordes que dançam pelos cantos de meu coração
Melodias que mágicas me retiram toda a dor
E enquanto abobalhada não tenho meios para agir
Nem sei mais distinguir frio de calor
Dilata-se o ponto fixo e me encara, se entrega
E assim de cega, surda, muda e boba
Me esmagando em um intenso torpor quase mudo
Hoje acordei muda
Os lábios grudados com cola tenaz
Queria falar além do que falo com doçura
Almejei a acidez sem ser capaz
Hoje acordei surda
Queria escutar outra coisa além da suavidade cantante desta cor
Acordes que dançam pelos cantos de meu coração
Melodias que mágicas me retiram toda a dor
E enquanto abobalhada não tenho meios para agir
Nem sei mais distinguir frio de calor
Dilata-se o ponto fixo e me encara, se entrega
E assim de cega, surda, muda e boba
Me fez o amor
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Paulatinamente
O rapaz cor-de-rosa
rouba minha pele
e suga de canudo a minha mente
Perdido e taciturno
Retira de dentro do âmago
A carne daquele órgão
Que iníquo fere fundo
A madrugada veste
o moribundo profano
E tua tez enrugada despe
o meu gasto terno de pano
Estátuas que restaram
Numa pedra que me reconforte
Corpos que empedraram
Na gélida foice da morte
O demente me causa invídia
Pois se mutila com terror
Passa a faca na sanidade
E dos pedaços ainda resta a verdade
Me retire deste espaço
Num furgão de sete cores
Pega a vela e ajoelha
Reza por minh'alma e minhas dores
Fiz de ti, do tato, de tudo meu algoz
Meu gemido de dor só sussurra
Que a felicidade é uma pílula pra dormir que fissura
Porque já não sai mais daqui esta voz
Estou de volta ao meu túmulo negro
De lá te mando flores secas de onde jaz
Vá sorrindo e não me olhe, ou volta
Senta aqui nessa terra e sente a paz
Arranca minhas tripas, minhas vísceras
Faz delas um nó e joga no chão
Pica, mói e dê aos porcos de ração
Não seja covarde e faça delas sua refeição
O rapaz cor-de-rosa
rouba minha pele
e suga de canudo a minha mente
Perdido e taciturno
Retira de dentro do âmago
A carne daquele órgão
Que iníquo fere fundo
A madrugada veste
o moribundo profano
E tua tez enrugada despe
o meu gasto terno de pano
Estátuas que restaram
Numa pedra que me reconforte
Corpos que empedraram
Na gélida foice da morte
O demente me causa invídia
Pois se mutila com terror
Passa a faca na sanidade
E dos pedaços ainda resta a verdade
Me retire deste espaço
Num furgão de sete cores
Pega a vela e ajoelha
Reza por minh'alma e minhas dores
Fiz de ti, do tato, de tudo meu algoz
Meu gemido de dor só sussurra
Que a felicidade é uma pílula pra dormir que fissura
Porque já não sai mais daqui esta voz
Estou de volta ao meu túmulo negro
De lá te mando flores secas de onde jaz
Vá sorrindo e não me olhe, ou volta
Senta aqui nessa terra e sente a paz
Arranca minhas tripas, minhas vísceras
Faz delas um nó e joga no chão
Pica, mói e dê aos porcos de ração
Não seja covarde e faça delas sua refeição
segunda-feira, 8 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada.
de Caio F.
de Caio F.
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