Porque a promessa que me fizeram nunca se cumpriu
E quem não fez promessas meu riso descobriu
E hoje ele não quer mais sair do lugar
Uma boca sempre aberta sem pestanejar
E ainda há o amor sem dor, o amor com mel
Pensei que haveria menos acima do céu
Tão atônita e ingênua fui de não crer em bem algum
E a vida, sem vergonha, me provou que em amar não há mal nenhum..
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Não, não me venha mais falar de amor.
Quantas vezes eu te disse que amigos são como irmãos.
Não, não me venha falar de amor
Quantas vezes te falei sobre as dores de meu coração.
Não me peça o que nunca será teu, não podes ganhar.
Não invente mais milagres que não fiz, na mesa do bar.
Me deixa te ver como quietude no cansaço, abraço na dor.
E não me santifiques mais, pois sou demônio ator.
Te chamo e reclamo de falsário,
Age tal como amigo imaginário
Te digo agora, esqueça.
E se ainda assim pensares em mim,
Se ainda assim vieres de novo falar de amor.
Eu serei o motivo da tua ilusória dor.
Quantas vezes eu te disse que amigos são como irmãos.
Não, não me venha falar de amor
Quantas vezes te falei sobre as dores de meu coração.
Não me peça o que nunca será teu, não podes ganhar.
Não invente mais milagres que não fiz, na mesa do bar.
Me deixa te ver como quietude no cansaço, abraço na dor.
E não me santifiques mais, pois sou demônio ator.
Te chamo e reclamo de falsário,
Age tal como amigo imaginário
Te digo agora, esqueça.
E se ainda assim pensares em mim,
Se ainda assim vieres de novo falar de amor.
Eu serei o motivo da tua ilusória dor.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Era um menino correndo na rua
Desorientado em negra escuridão
Era o menino olhando pra lua
Pegou o bonde, pairou na solidão
Era um menino descobrindo verdades
Não sabia a cor da massa do pão
Comia pó porque tinha saudades
Afogava no poço as mágoas do coração
Era o homem do sorriso brilhante
Salvou o menino, tirou do chão
Era o homem que eu tanto amava
Herói da noite porque matou a tentação
Era o homem que me olhava
Me convidada e eu ia sem dizer não
Faíscas de meu olho tirava
E mostrou as cores, amou então.
Desorientado em negra escuridão
Era o menino olhando pra lua
Pegou o bonde, pairou na solidão
Era um menino descobrindo verdades
Não sabia a cor da massa do pão
Comia pó porque tinha saudades
Afogava no poço as mágoas do coração
Era o homem do sorriso brilhante
Salvou o menino, tirou do chão
Era o homem que eu tanto amava
Herói da noite porque matou a tentação
Era o homem que me olhava
Me convidada e eu ia sem dizer não
Faíscas de meu olho tirava
E mostrou as cores, amou então.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Sem sono.

E eu aqui sem sono pensando em ti. A luz na janela me remete àquele momento em que te vi dormir.
Eu parada na porta a olhar o sossego em teu sono, e de manso deitei ao teu lado, por não resistir. O som de pluma que fiz foi suficiente para te fazer abrir o olho e sorrir aquele sorriso dourado de grego que fez com que me apaixonasse por ti. Sorriu, e voltou a dormir, como se o mundo todo estivesse em teus sonhos e o lá fora pudesse esperar.
Foi com essa paz que tomei a decisão mais importante da minha vida:
Eu não iria te abandonar.
Seguiria teus passos a cada nova estrada, pedregosa ou florida.
E faria tudo para não perder a sensação de borboletas na barriga que esse sorriso provocava em mim.
E foi assim que percebi. A fragilidade e a felicidade que teu sorriso libertino me trouxe. A vontade de jogar os grãos de rotina no ar e sair voando.
Deve ainda estar dormindo o sono dos anjos, e eu aqui, sem sono a olhar pela luz artificial pela janela, cheia de saudades e desejos, continuo construindo castelos no ar, continuo a olhar-te dormir,
continuo a me apaixonar por ti.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Pequena.
E no fim, a morte foi uma ilusão,
Onde se aguardava uma visão de ti.
Tens que pintar os nomes das coisas na pele,
Tens que usar as mãos para colorir os dias.
Não te ausentes mais do meu corpo,
Porque gastas a tinta que pinta o sonho.
E tuas palavras de amor,
Têm vida para além dos meus escritos
São o repositório das músicas,
Presas no tempo dos acordes iniciais.
E no fim caminhei só,
Com passos de pássaros passando.
Caminhei pelos meus pés,
Feito alma crua desandando.
Onde se aguardava uma visão de ti.
Tens que pintar os nomes das coisas na pele,
Tens que usar as mãos para colorir os dias.
Não te ausentes mais do meu corpo,
Porque gastas a tinta que pinta o sonho.
E tuas palavras de amor,
Têm vida para além dos meus escritos
São o repositório das músicas,
Presas no tempo dos acordes iniciais.
E no fim caminhei só,
Com passos de pássaros passando.
Caminhei pelos meus pés,
Feito alma crua desandando.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Sem saco para bobagens.
Danem-se os quilogramas,
Os fascistas, os fantasmas e os anarquistas!
Danem-se as puritanas,
As quengas e as moralistas.
Dane-se a falsa verdade,
O namorado pela metade.
Dane-se a porra da saudade,
A pena, a pressa e a vontade.
Dane-se o coração burro,
A prática do sexo sem amizade.
Dane-se o pudor,
A vida malvivida da atualidade
Dane-se o verso simples
A castidade, a maldade e a comodidade.
Cansei da curiosidade,
Cansei de ti, de mim, de minha fragilidade.
Cansei de cansar, de acreditar,
E fiz da morte fertilidade.
Os fascistas, os fantasmas e os anarquistas!
Danem-se as puritanas,
As quengas e as moralistas.
Dane-se a falsa verdade,
O namorado pela metade.
Dane-se a porra da saudade,
A pena, a pressa e a vontade.
Dane-se o coração burro,
A prática do sexo sem amizade.
Dane-se o pudor,
A vida malvivida da atualidade
Dane-se o verso simples
A castidade, a maldade e a comodidade.
Cansei da curiosidade,
Cansei de ti, de mim, de minha fragilidade.
Cansei de cansar, de acreditar,
E fiz da morte fertilidade.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Da metade que falta
Me lambuzo de dúvidas
Da promessa futura
Me enchem de lamúrias
E já não sei qual o caminho
Desconheço dos limites da verdade
E se é certo ou errado
Só faço o que tenho vontade
E verdade seja dita,
O amanhã cabe a mim
Da metade que falta
Me lambuzo de certeza.
Da promessa futura
Me encho de firmeza.
Me lambuzo de dúvidas
Da promessa futura
Me enchem de lamúrias
E já não sei qual o caminho
Desconheço dos limites da verdade
E se é certo ou errado
Só faço o que tenho vontade
E verdade seja dita,
O amanhã cabe a mim
Da metade que falta
Me lambuzo de certeza.
Da promessa futura
Me encho de firmeza.
De março,
terça-feira, 14 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Test for taste.
Estranho.
Esse gosto vermelho na minha boca.
Gosto da tua boca na minha sedenta, sedentária.
Boca.
Gosto escuro de ausência com saudade.
Gosto de ausência sem novidade.
Alquimista.
Que mistura do meu gosto com teu gosto
Na minha boca vivendo sem vida.
Morte morrida.
Esse gosto vermelho na minha boca.
Gosto da tua boca na minha sedenta, sedentária.
Boca.
Gosto escuro de ausência com saudade.
Gosto de ausência sem novidade.
Alquimista.
Que mistura do meu gosto com teu gosto
Na minha boca vivendo sem vida.
Morte morrida.
sexta-feira, 10 de julho de 2009

Era uma prisão branca.
Toda branca e com luzes fluorescentes também brancas.
Faltavam alguns dias para sair dali.
Por sorte, a pena fora diminuida pelo meu bom comportamento e eu seria transferida.
Já tinha me acostumado com a vida naquele lugar.
Havia poucos anos que estava ali, mas já parecia ser minha casa, minha gente, minha família.
E agora eu estava quase livre. Mais feliz do que nunca, mas de certa maneira eu ia sentir falta daquela brancura toda.
O cárcere não era privado, e as colegas de cela não calavam a maldita boca um segundo sequer. Até me deram um apelido bonitinho...
Mal sabiam elas que naqueles momentos agoniantes em que uma delas abria a boca e não fechava mais eu sentia uma intensa vontade de esfaqueá-la com qualquer objeto pontiagudo que eu achasse por ali. Mas não podia. Eu estava indo. Faltava pouco.
Hoje por um momento me vi só naquela cela branca.
Olhei ao meu redor e fiquei a imaginar como pude aguentar tanto tempo nesse branco, enquanto eu sou multicores.
Uma prisão branca, que ofusca qualquer uma das minhas luzes coloridas.
Por quanto tempo apaguei minhas luzes e vivi a seguir a luz branca deles?
Mas eu estou indo.
E agora eu vou para o azul, e meu coração pula enquanto danço.
Meu sorriso apareceu em meio ao branco. Uma luz se acendeu, a felicidade se estendeu, compareceu, transpareceu, renasceu!
Encontrei o meu disjuntor.
Pois descobri que meu novo colega de cela, nessa tal prisão azul, vive cheio de luzes, rodeado de novas cores. Perguntei como e me disseram:
Toda branca e com luzes fluorescentes também brancas.
Faltavam alguns dias para sair dali.
Por sorte, a pena fora diminuida pelo meu bom comportamento e eu seria transferida.
Já tinha me acostumado com a vida naquele lugar.
Havia poucos anos que estava ali, mas já parecia ser minha casa, minha gente, minha família.
E agora eu estava quase livre. Mais feliz do que nunca, mas de certa maneira eu ia sentir falta daquela brancura toda.
O cárcere não era privado, e as colegas de cela não calavam a maldita boca um segundo sequer. Até me deram um apelido bonitinho...
Mal sabiam elas que naqueles momentos agoniantes em que uma delas abria a boca e não fechava mais eu sentia uma intensa vontade de esfaqueá-la com qualquer objeto pontiagudo que eu achasse por ali. Mas não podia. Eu estava indo. Faltava pouco.
Hoje por um momento me vi só naquela cela branca.
Olhei ao meu redor e fiquei a imaginar como pude aguentar tanto tempo nesse branco, enquanto eu sou multicores.
Uma prisão branca, que ofusca qualquer uma das minhas luzes coloridas.
Por quanto tempo apaguei minhas luzes e vivi a seguir a luz branca deles?
Mas eu estou indo.
E agora eu vou para o azul, e meu coração pula enquanto danço.
Meu sorriso apareceu em meio ao branco. Uma luz se acendeu, a felicidade se estendeu, compareceu, transpareceu, renasceu!
Encontrei o meu disjuntor.
Pois descobri que meu novo colega de cela, nessa tal prisão azul, vive cheio de luzes, rodeado de novas cores. Perguntei como e me disseram:
Ora, pois!
Ele é irmão de Willy Wonka, e fez-se dono dos maiores arco-íris!
:)
quarta-feira, 8 de julho de 2009

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate dentro de ti
Mesmo que o mundo acabe enfim
Dentro de tudo
Que cabe em ti
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate dentro de ti
Mesmo que o mundo acabe enfim
Dentro de tudo
Que cabe em ti
(Skank)
segunda-feira, 6 de julho de 2009
That's enough!
domingo, 5 de julho de 2009

Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não consegurás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele(...)
- Caio F. -
Música do dia: Painkiller (Turin Brake)
- Caio F. -
Música do dia: Painkiller (Turin Brake)
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Photo

Lembro tudo,
na ausência
Memórias cheias,
como fotografias vivas
Numa bolsa azul,
o bilhete do cinema.
Num bolso vazio,
o sentimento que me sorri.
E andas teimosamente
nas minhas noites
Junto com o beija-flor que vi,
no meu templo de amor.
Que espera batendo asas,
Com imensa glória.
Que canta com o sossego,
Que ilumina minha memória.
na ausência
Memórias cheias,
como fotografias vivas
Numa bolsa azul,
o bilhete do cinema.
Num bolso vazio,
o sentimento que me sorri.
E andas teimosamente
nas minhas noites
Junto com o beija-flor que vi,
no meu templo de amor.
Que espera batendo asas,
Com imensa glória.
Que canta com o sossego,
Que ilumina minha memória.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
SÓ-RISO

A boca mais bonita que já vi
Inundada de um riso aguado
Que mata minha vontade sedenta
De viver leve com asas que construí
.
Ontem sonhei que a tocava
Com suavidade e vigor
Teus lábios molhados agridoces
Me trouxeram a cura, e a dor
.
Me fazes quase louca
Com a falta do calor
Me fazes quase seca
De tanto que dou meu amor
-
E de repente, traz o riso
Como quem traz o céu e o mar
A vida se enche de sorrisos
Te vejo e começo a brilhar.
domingo, 28 de junho de 2009

Os teus olhos são frios como espadas
E claros como os trágicos punhais
Têm brilhos cortantes de metais
E fulgores de lâminas geladas.
Vejo neles imagens retratadas
De abandonos cruéis e desleais
Fantásticos desejos irreais
E todo o oiro e o sol das madrugadas
Mas não te invejo, amor, essa indiferença
Que viver neste mundo sem amar
É pior que ser cego de nascença
Tu invejas a dor que vive em mim
E quanta vezes dirás a soluçar:
"Ah! Quem me dera, irmã, amar assim!"
Frieza - de Florbela Espanca,
(que conheci graças a um lindo elogio de meu bom amigo Stanis. Obrigada.)
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Do coração,

Desprendeu o nó
Não aperta e não dói.
Prendeu no meu pé,
a corda de uma nota só.
E assim me mantenho ligada
Ao que distante me prende.
Não são correntes, são flores
que de meu riso dependem.
Mas os dias desiguais me limitam,
Dias normais me surpreendem.
Quis atropelar o calendário,
E só a parcimônia é o que consigo.
Do calor eu fiz sorriso,
Da saudade, meu paraíso.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Ambiguidade.
Tenho estado calado.Um ser alado.
No peito nu,
dois lados.
A menina angelical.
O ódio destilado.
A pressa me impregna,de tal modo que paro.
Meio morta, meio interrogação.
Ninguém agora faz a menção
Dos dias desiguais que se passam.
A porta do quarto que não fecha.
O buraco da fechadura macabro
Que aos poucos me revela.
E o destino que é traçado,
naquele mapa amassado
Foi descoberto, foi amaldiçoado.
Por mil bruxas e profetas
Que ao meu lado,
De anjos andam disfarçados.
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