Que a tua sorte seja a sorte de um rei, que tua rainha seja a dona do bem, que teu amor seja canalizado num só raio, e ilumine teu quarto, tua vida, tua carreira, teu sucesso.
Que o passado seja colocado de lado, para que possamos dar as mãos e em unissono cantar uma bonita oração. Que sejamos antes de amigos ou inimigos, irmãos.
Que tua luta em voz alta seja cessada, trocada por sussuros aureados de bondade.
Que teu caminho seja pleno de uma afinação perfeita em calmaria.
Que a força da fé mate a saudade.
Que os corações de todos nós vibrem em perfeita sintonia.
Que esta pequena prece por você te traga , iluminada, a verdade.
Do todo unido em busca de uma nova realidade.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
Absurdos cobertos.
Depois de teu assassinato, sai em disparada sem olhar para trás.
As vozes tristes e sombrias de um fantasma recém atingido ainda ecoavam em meu ouvido.
Seu corpo havia morrido, mas você não.
Como presença palpável você me seguia, e por descuido, eu te deixei me assombrar.
Sua matéria espanpanante me entrelaçava e sugava, e eu não podia mais me desvencilhar.
De nada adiantou uma mortal espada, um enterro sombrio numa fortaleza.
Sua presença sempre estaria em mim, e me assombraria em cada minuto desatento em que minha guarda estivesse baixa.
O quão tolos somos nós, em achar que podemos matar nossos próprios fantasmas?
Pois deles somos feitos, e com eles somos ensinados.
Foi assim que descobri que não adianta te matar.
O ódio não pode ser vencido, apenas ignorado.
Pois ignoro-te, fantasma pueril de minha alma, servindo a senhora de teu destino,
a honestidade.
As vozes tristes e sombrias de um fantasma recém atingido ainda ecoavam em meu ouvido.
Seu corpo havia morrido, mas você não.
Como presença palpável você me seguia, e por descuido, eu te deixei me assombrar.
Sua matéria espanpanante me entrelaçava e sugava, e eu não podia mais me desvencilhar.
De nada adiantou uma mortal espada, um enterro sombrio numa fortaleza.
Sua presença sempre estaria em mim, e me assombraria em cada minuto desatento em que minha guarda estivesse baixa.
O quão tolos somos nós, em achar que podemos matar nossos próprios fantasmas?
Pois deles somos feitos, e com eles somos ensinados.
Foi assim que descobri que não adianta te matar.
O ódio não pode ser vencido, apenas ignorado.
Pois ignoro-te, fantasma pueril de minha alma, servindo a senhora de teu destino,
a honestidade.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Absurdos descobertos.
Somos como Musashi e Sasaki.
Por isso ontem eu a chamei, a senhora de teu destino.
Ela veio.
E me contou quem você é de verdade.
E os segredos seus e dela.
Chorei.
Puxei minha espada, te matei.
E nas sombras de um enorme castelo, finalmente eu te enterrei.
Por isso ontem eu a chamei, a senhora de teu destino.
Ela veio.
E me contou quem você é de verdade.
E os segredos seus e dela.
Chorei.
Puxei minha espada, te matei.
E nas sombras de um enorme castelo, finalmente eu te enterrei.
sábado, 2 de julho de 2011
Ou sont-ils a present, a present mes vingts ans?
E hoje eu acordei com uma falta,
uma saudade,
uma vontade de reviver momentos,
de criar uma máquina do tempo.
Ah, se eu pudesse.
Ah. Se eu soubesse.
Me falta o cheiro, o abraço.
Me falta o colo, a conversa.
Me falta a tranquilidade daquele bar...
Me falta a música, o riso, a omnisciência dos bêbados.
Me falta o café, o vinho barato.
Me falta o apelido, o afeto, o arpejo do violão.
A rua dos dois algarismos, os vinis do melhor amigo, a última mesa que canta música para se ouvir.
Me faltam os passos tortos e felizes, a magreza da maldade.
Me falta tudo, menos vontade.
uma saudade,
uma vontade de reviver momentos,
de criar uma máquina do tempo.
Ah, se eu pudesse.
Ah. Se eu soubesse.
Me falta o cheiro, o abraço.
Me falta o colo, a conversa.
Me falta a tranquilidade daquele bar...
Me falta a música, o riso, a omnisciência dos bêbados.
Me falta o café, o vinho barato.
Me falta o apelido, o afeto, o arpejo do violão.
A rua dos dois algarismos, os vinis do melhor amigo, a última mesa que canta música para se ouvir.
Me faltam os passos tortos e felizes, a magreza da maldade.
Me falta tudo, menos vontade.
_______________________________________________
Ontem ainda, eu tinha vinte anos
Acariciava o tempo e brincava de viver
Como se brinca de namorar
E vivia a noite
Sem considerar meus dias que escorriam no tempo
Eu fiz tantos projetos que ficaram no ar
Alimentei tantas esperanças que bateram asas
Que permaneço perdido sem saber aonde ir
Os olhos procurando o céu mas, o coração posto na terra
Desperdiçava o tempo acreditando que o fazia parar
E para retê-lo, e até ultrapassá-lo
Eu só fiz correr e me esfacelar
Ignorando o passado, que conduz ao futuro
Eu desprendia de mim qualquer conversação
E opinava que eu queria o melhor
Por criticar o mundo com desenvoltura
Ontem ainda eu tinha vinte anos
Mas perdi meu tempo a cometer loucuras
Que não me deixa, no fundo nada realmente concreto
Além de algumas rugas na fronte e o medo do tédio
Porque meus amores morreram antes de existir
Meus amigos partiram e não mais retornarão
Por minha culpa eu criei o vazio em torno a mim
E gastei minha vida e meus anos de juventude
Do melhor e do pior, descartando o melhor
Imobilizei meus sorrisos e congelei meus choros
Onde estão agora, meus vinte anos?
[Aznavour]
domingo, 29 de maio de 2011
Não roubarás.
"Caio, devolve já o lápis do Pedrinho!"
-Mas, mãe, é tão bonito!
"Caio, DEVOLVE AGORA o dinheiro da minha carteira!"
-Mas, mãe, é pro meu lanche!
"Caio, CADÊ O MEU CARTÃO DE CRÉDITO?"
-Mas, mãe, são pros livros da facul!
"Caio, que tipo de amigo você é? Achei que éramos sócios nisso!"
-Olha, querida, eu fiz tudo, a alma desse negócio sou eu, fui EU o criador da idéia e sou EU a capa que vende isto. Portanto, eu MEREÇO todo o dinheiro que lucramos, er...quer dizer, que lucrei.
-Mas, mãe, é tão bonito!
"Caio, DEVOLVE AGORA o dinheiro da minha carteira!"
-Mas, mãe, é pro meu lanche!
"Caio, CADÊ O MEU CARTÃO DE CRÉDITO?"
-Mas, mãe, são pros livros da facul!
"Caio, que tipo de amigo você é? Achei que éramos sócios nisso!"
-Olha, querida, eu fiz tudo, a alma desse negócio sou eu, fui EU o criador da idéia e sou EU a capa que vende isto. Portanto, eu MEREÇO todo o dinheiro que lucramos, er...quer dizer, que lucrei.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Mavis.
Há quem diga que a felicidade exarcebada é um modo de voltar a ser criança.
Há quem diga que é uma máscara.
Aliás, há tantos para dizer, sem sequer entender!
Pois eu digo que não é nem um, nem outro.
Felizes demais são aqueles com o jeito MAVIS DE SER.
...Um jeito que a maioria das pessoas não entende.
Pois elas não entendem como uma pessoa pode acordar todos os dias dando BOOOM DIAAAA às flores do jardim.
Como alguém pode fazer da vida uma festa de criança, com balões, parabéns e bolo de chocolate.
Como alguém pode amar tanto o ser humano.
Não entendem que este alguém tem capacidade de lembrar momentos passados, não com tristezas, mas com alegrias, como se aqueles momentos ainda fossem acontecer.
Não entendem este alguém que se ajuda e se deixa ajudar, alguém que sabe ler e entender os olhos dos outros e que ama o sol tanto quanto a lua e as estrelas.
Pessoas assim como tu, que vibram de maneira feliz a cada dia, que extraem um sorriso do mais carrancudo ser, só por passar saltitando, são pessoas especiais!
Feito "doutores da alegria", que vieram ao mundo somente para sorrir, para FAZER sorrir.
E é isso que a maioria não entende, pois queriam ter cada molécula do seu corpo vibrando em alegria a cada dia, assim como as tuas.
Por isso se algum dia alguém te julgar, faça o que tu faz melhor... Sorria.
Com certeza é só disso que elas precisam.
Eu te amo mãe.
Há quem diga que é uma máscara.
Aliás, há tantos para dizer, sem sequer entender!
Pois eu digo que não é nem um, nem outro.
Felizes demais são aqueles com o jeito MAVIS DE SER.
...Um jeito que a maioria das pessoas não entende.
Pois elas não entendem como uma pessoa pode acordar todos os dias dando BOOOM DIAAAA às flores do jardim.
Como alguém pode fazer da vida uma festa de criança, com balões, parabéns e bolo de chocolate.
Como alguém pode amar tanto o ser humano.
Não entendem que este alguém tem capacidade de lembrar momentos passados, não com tristezas, mas com alegrias, como se aqueles momentos ainda fossem acontecer.
Não entendem este alguém que se ajuda e se deixa ajudar, alguém que sabe ler e entender os olhos dos outros e que ama o sol tanto quanto a lua e as estrelas.
Pessoas assim como tu, que vibram de maneira feliz a cada dia, que extraem um sorriso do mais carrancudo ser, só por passar saltitando, são pessoas especiais!
Feito "doutores da alegria", que vieram ao mundo somente para sorrir, para FAZER sorrir.
E é isso que a maioria não entende, pois queriam ter cada molécula do seu corpo vibrando em alegria a cada dia, assim como as tuas.
Por isso se algum dia alguém te julgar, faça o que tu faz melhor... Sorria.
Com certeza é só disso que elas precisam.
Eu te amo mãe.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
O sorriso do dálmata.
Pois sim, confesso que mudei.
Os dias passaram, vi a geada pela janela, vi a chuva que corria dos meus olhos, vi os filmes que me desabaram, vi o frio que enfraquecia minha coberta e enfim, me vi levantar da cama.
Vi sim, com muita vergonha, as mentiras que contei, as gafes que cometi, os passos tortos, o copo cheio, os neurônios às traças.
Encontrei a verdade dentro de mim, e acima de tudo, a sinceridade para com os outros. Saí. Fui por aí comemorar o meu encontro com uma melhorada eu. Uma eu mais especial.
No dia que vi o dálmata não fazia idéia de como minha vida ia mudar. Tudo ainda estava meio confuso, meio preto e branco, igualzinho o pêlo do cão.
E mais uma vez eu deixei a correnteza me levar. Só que dessa vez adicionada em mim minhas novas características.
E não é que funcionou?
Desde o dia em que vi o dálmata eu falei a verdade, mesmo aquela que dói, porque faz alguém chorar. E doída ou não, eu falei.
Então eu passei a ser um pouco mais racional em algumas ações.
Claro que minhas asinhas libertárias ainda estão aqui! Porém, a diferença agora é que eu não preciso mais voar para ser livre e nem ir às nuvens harpo-sonoras para ter paz. Hoje em dia, a liberdade e a paz fazem parte de mim, estão em mim como um todo que me completa, aonde quer que eu esteja.
Tanto entendimento e organização em tão pouco tempo para uma cabeça como a minha!
Parece que foi ontem que o, ou melhor, A dálmata se aconchegou em meu colo pela primeira vez. Estávamos na sala, e era a primeira vez que eu a via, eu estava muito nervosa e com muitas dúvidas, então delicadamente ela subiu no sofá e me afagou, colocando a cabeça em meu colo, o que me acalmou profundamente.
Bonito mesmo foi quando ela sorriu pra mim... Simples assim, abriu a boca, mostrou os dentes, balançou o rabo e sorriu. Me fazendo sentir pertencente àquele lugar.
E é de maneira simples que pretendo aprender tanto mais sobre essa
minha passagem terrena.
E há tanto ainda a ser aprendido!
O mundo é um lugar tão bom de morar... existem pessoas tão boas que fazem tanta difereça em nossas vidas. Tantos corpos emanando boas energias, tanta gente dando a mão, se despindo de preconceitos, ajudando quem pode como pode.
Podem me chamar de Pollyana, de hipócrita, de cega, mas eu acho que a verdadeira cegueira está em quem vê só o sensacionalismo Global, a tragédia natural, o terrorismo pessoal.
Há tanto tão mais bonito e colorido pra se enxergar!
Como o simples sorriso de um dálmata, que por pura coincidência, se chama "Hope".
Os dias passaram, vi a geada pela janela, vi a chuva que corria dos meus olhos, vi os filmes que me desabaram, vi o frio que enfraquecia minha coberta e enfim, me vi levantar da cama.
Vi sim, com muita vergonha, as mentiras que contei, as gafes que cometi, os passos tortos, o copo cheio, os neurônios às traças.
Encontrei a verdade dentro de mim, e acima de tudo, a sinceridade para com os outros. Saí. Fui por aí comemorar o meu encontro com uma melhorada eu. Uma eu mais especial.
No dia que vi o dálmata não fazia idéia de como minha vida ia mudar. Tudo ainda estava meio confuso, meio preto e branco, igualzinho o pêlo do cão.
E mais uma vez eu deixei a correnteza me levar. Só que dessa vez adicionada em mim minhas novas características.
E não é que funcionou?
Desde o dia em que vi o dálmata eu falei a verdade, mesmo aquela que dói, porque faz alguém chorar. E doída ou não, eu falei.
Então eu passei a ser um pouco mais racional em algumas ações.
Claro que minhas asinhas libertárias ainda estão aqui! Porém, a diferença agora é que eu não preciso mais voar para ser livre e nem ir às nuvens harpo-sonoras para ter paz. Hoje em dia, a liberdade e a paz fazem parte de mim, estão em mim como um todo que me completa, aonde quer que eu esteja.
Tanto entendimento e organização em tão pouco tempo para uma cabeça como a minha!
Parece que foi ontem que o, ou melhor, A dálmata se aconchegou em meu colo pela primeira vez. Estávamos na sala, e era a primeira vez que eu a via, eu estava muito nervosa e com muitas dúvidas, então delicadamente ela subiu no sofá e me afagou, colocando a cabeça em meu colo, o que me acalmou profundamente.
Bonito mesmo foi quando ela sorriu pra mim... Simples assim, abriu a boca, mostrou os dentes, balançou o rabo e sorriu. Me fazendo sentir pertencente àquele lugar.
E é de maneira simples que pretendo aprender tanto mais sobre essa
minha passagem terrena.
E há tanto ainda a ser aprendido!
O mundo é um lugar tão bom de morar... existem pessoas tão boas que fazem tanta difereça em nossas vidas. Tantos corpos emanando boas energias, tanta gente dando a mão, se despindo de preconceitos, ajudando quem pode como pode.
Podem me chamar de Pollyana, de hipócrita, de cega, mas eu acho que a verdadeira cegueira está em quem vê só o sensacionalismo Global, a tragédia natural, o terrorismo pessoal.
Há tanto tão mais bonito e colorido pra se enxergar!
Como o simples sorriso de um dálmata, que por pura coincidência, se chama "Hope".
domingo, 17 de abril de 2011
Meditação.
E aqui, na paisagem panorâmica de minha mente em quietude, percebo que no silêncio profundo de minhas montanhas, o canto da cigarra perfura até as rochas.
sábado, 16 de abril de 2011
Chaos
Na mente suburbana
O raio de luz em frente
O cálice sagrado no céu
A palavra mente
Assobios e sussurros
Uma louca noite
A melancia estragada
O gozo e o escuro
Mentiras no chapéu
Falsidade na maquiagem
O sorriso congelado
O olho ao léu
Uma escura manhã
O doce veneno da cobra
Um suposto prazer
O pacto com Leviatã
...
E segue escolhendo
O próximo a morrer
Seja em vida, seja em morte
Em seu bel prazer
Um menino meio bobo
Tão pequeno, tão vazio
Sai pelo mundo matando
E nem vê que caiu
Se olhasse no espelho
Veria a carência, o desespero
Um pouco de ego e duas caras
Um frio e gelado medo
Caos e confusão
Cinzenta e insalubre mente
Piedade de todos ao olharem
Para o bobo menino doente
Fugiu de casa e dos amigos
Para que ninguém visse e soubesse
Do psicopata frio interno
E do suicídio iminente.
O raio de luz em frente
O cálice sagrado no céu
A palavra mente
Assobios e sussurros
Uma louca noite
A melancia estragada
O gozo e o escuro
Mentiras no chapéu
Falsidade na maquiagem
O sorriso congelado
O olho ao léu
Uma escura manhã
O doce veneno da cobra
Um suposto prazer
O pacto com Leviatã
...
E segue escolhendo
O próximo a morrer
Seja em vida, seja em morte
Em seu bel prazer
Um menino meio bobo
Tão pequeno, tão vazio
Sai pelo mundo matando
E nem vê que caiu
Se olhasse no espelho
Veria a carência, o desespero
Um pouco de ego e duas caras
Um frio e gelado medo
Caos e confusão
Cinzenta e insalubre mente
Piedade de todos ao olharem
Para o bobo menino doente
Fugiu de casa e dos amigos
Para que ninguém visse e soubesse
Do psicopata frio interno
E do suicídio iminente.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Canção do desespero.
Ouvi o gemido da dor incessante
Ouvi o fio da navalha no apogeu
Corri em busca da dor lacrimejante
Encontrei com sangue as mãos d'um ateu
Ouvi ao longe o seco estampido
Caminhei dentre a curiosa multidão
Olhei com gosto o rosto do mendigo
Morto de graça pelo policial ladrão
Fui ao quarto de um apático senhor
Família reunida em contínua oração
Uma vida cansada de luxos, gula e dor
Agora anestesiada com a minha canção
Segui o passo do garoto ligeiro
Correndo pelas ruas com seu carrão
Pegou o túnel escuro sem freio
E perdeu sua vida por opção
Estou cansada do ser humano imprudente
Que menospreza a vida e tenta me enganar
Estou cansada de encontrar crianças
Que cedo demais tenho que buscar
Quero sossego, quero férias!
Minha foice cegou de tanto trabalhar
Gosto do sangue das pessoas intrépidas
Mas dos inocentes quero cessar
E num apelo desesperado em poesia
Peço, dêem um pouco de atenção à vida
Pois esta, minha rival conhecida
Está numa rede a descansar
Enquanto eu, poderosa Morte
Nem suspiro, nem respiro
Apenas espero teu ansioso pedido
Para, num sorriso, te ceifar.
Ouvi o fio da navalha no apogeu
Corri em busca da dor lacrimejante
Encontrei com sangue as mãos d'um ateu
Ouvi ao longe o seco estampido
Caminhei dentre a curiosa multidão
Olhei com gosto o rosto do mendigo
Morto de graça pelo policial ladrão
Fui ao quarto de um apático senhor
Família reunida em contínua oração
Uma vida cansada de luxos, gula e dor
Agora anestesiada com a minha canção
Segui o passo do garoto ligeiro
Correndo pelas ruas com seu carrão
Pegou o túnel escuro sem freio
E perdeu sua vida por opção
Estou cansada do ser humano imprudente
Que menospreza a vida e tenta me enganar
Estou cansada de encontrar crianças
Que cedo demais tenho que buscar
Quero sossego, quero férias!
Minha foice cegou de tanto trabalhar
Gosto do sangue das pessoas intrépidas
Mas dos inocentes quero cessar
E num apelo desesperado em poesia
Peço, dêem um pouco de atenção à vida
Pois esta, minha rival conhecida
Está numa rede a descansar
Enquanto eu, poderosa Morte
Nem suspiro, nem respiro
Apenas espero teu ansioso pedido
Para, num sorriso, te ceifar.
segunda-feira, 14 de março de 2011
É uma direta, e não uma indireta.
Passos largos para pessoas de refrações pequenas
Inóspitas decisões, que se tomadas por sí divagam
Sutileza exorbitante na busca da razão desconhecida
Perfeito sistema auditivo que busca o desdém.
Lógica da razão de um só que se aproveita
Anos de convivência reduzido a uma frase ou ditame
Convés da injustiça, doloroso Platão, seu criador
Pense por sí só desiludido feitor.
Lembra do passado, dos ditos e feitos
Acha em tua mente as respostas ja respondidas por outrem
Eleva teu espirito e foge da mentira desvairada
Mentira essa não só dita para ti, mas como para mim
Pessoa maravilhosa essa tua amiga, que tem objetivo claro
Preto no branco sempre o percorreu, observado
Não atingindo-o apela desesperado para o fruto de tua inocência
Acorda pessoa vivida, não caia em truques fajutos
Entenda que existe uma única versão, a verdade
Em meu mundo, negar verdade não existe, ciente
Atitude de um homem é aceitar o erro e o acerto
E lembre-se, não é uma indireta mas sim uma direta.
(Eric Araujo)
Inóspitas decisões, que se tomadas por sí divagam
Sutileza exorbitante na busca da razão desconhecida
Perfeito sistema auditivo que busca o desdém.
Lógica da razão de um só que se aproveita
Anos de convivência reduzido a uma frase ou ditame
Convés da injustiça, doloroso Platão, seu criador
Pense por sí só desiludido feitor.
Lembra do passado, dos ditos e feitos
Acha em tua mente as respostas ja respondidas por outrem
Eleva teu espirito e foge da mentira desvairada
Mentira essa não só dita para ti, mas como para mim
Pessoa maravilhosa essa tua amiga, que tem objetivo claro
Preto no branco sempre o percorreu, observado
Não atingindo-o apela desesperado para o fruto de tua inocência
Acorda pessoa vivida, não caia em truques fajutos
Entenda que existe uma única versão, a verdade
Em meu mundo, negar verdade não existe, ciente
Atitude de um homem é aceitar o erro e o acerto
E lembre-se, não é uma indireta mas sim uma direta.
(Eric Araujo)
quarta-feira, 9 de março de 2011
Das gavetas.
Teve sol e teve chuva.
Eram santos e pagões.
Escolhiam as vestes para o dia.
Eram lagoas, outrora vulcões.
Nunca haverá alteregos tão opostos
Como tinham aqueles dois.
Eram santos e pagões.
Escolhiam as vestes para o dia.
Eram lagoas, outrora vulcões.
Nunca haverá alteregos tão opostos
Como tinham aqueles dois.
quarta-feira, 2 de março de 2011
O encontro da manhã.
São sete horas da manhã e eu estou tomando um forte café.
Vou para a janela olhar a praia, e o mundo lá fora já acordou.
Menos eu.
Ele pára ao meu lado e eu não olho em sua direção, com medo dele desaparecer outra vez.
Só vejo a ponta de sua longa e brilhante túnica alva, com o canto do olho.
Árabe, moreno, e de traços muito bem definidos, ele nada diz.
Apenas me toca com seu silêncio e compreensão, com sua magnitude e luz.
Fitando o nada, minha mente começa a trabalhar ligeiramente, vasculhando gavetas do subconsciente.
Eu tenho que fazer alguma coisa, eu sei que eu tenho, mas não me lembro o quê. Não consigo lembrar!
Este é o homem que caminha ao meu lado mesmo quando eu não quero, mesmo quando sinto vergonha de mim.
Esteve comigo no meu Chernobyl, e me deu a mão mesmo sabendo que os fluidos radioativos provinham de meu corpo e mente.
Agora, neste instante pausado da manhã, ele estava aqui ao meu lado para me dizer alguma coisa da qual eu não conseguia escutar.
Decidi então sair da janela, me retirar da podridão e da poluição lá de fora para me focar na podridão fétida que provinha de mim.
Um fio tênue de luz, como uma linha de nylon nos envolvia, traçando uma linha de amor que nos fazia pai e filha, mestre e aprendiz.
Havia muitos anos em que eu não via ele, mesmo ele estando ao meu lado.
E agora ele estava aqui, com sua enorme e brilhante presença desnuda para minhas pobres pupilas.
Chorei. Sorri. Emocionei.
Então decidi caminhar na busca de mim mesma, e descobrir a chave do meu mistério:
O que eu tenho que fazer? Sei que tenho que fazer alguma coisa, mas não consigo me lembrar o quê.
Vamos então ter uma longa conversa de 48 horas.
Sei que vou levar grandes lições de moral por ter ficado estagnada tanto tempo, mas que me sirva de lição.
Preciso caminhar, preciso ir, preciso seguir em frente...
Meus passos estão pesados tamanha a carga que carrego...
Devo deixar tudo para trás, devo abandonar o peso e carregar só o que é leve e o que poderá me nutrir daqui em diante.
Fechei meus olhos, mas a luz continuava lá.
Que agora eu possa me levantar, que eu possa seguir, que eu tenha força e coragem para continuar.
Que os corpos se levantem da preguiça,
Que as mentes acordem do sono pesado,
Que o altruísmo renasça nos corações,
Que haja fé,
Que não haja religião superior a verdade,
Que os mestres dêem lições verdadeiras aos alunos,
Que a bondade perdure mesmo nas sombras,
Que ninguém tenha medo do amanhã,
Que você também acredite,
Que os próximos dias sejam de paz,
E que a paz esteja com você.
Vou para a janela olhar a praia, e o mundo lá fora já acordou.
Menos eu.
Ele pára ao meu lado e eu não olho em sua direção, com medo dele desaparecer outra vez.
Só vejo a ponta de sua longa e brilhante túnica alva, com o canto do olho.
Árabe, moreno, e de traços muito bem definidos, ele nada diz.
Apenas me toca com seu silêncio e compreensão, com sua magnitude e luz.
Fitando o nada, minha mente começa a trabalhar ligeiramente, vasculhando gavetas do subconsciente.
Eu tenho que fazer alguma coisa, eu sei que eu tenho, mas não me lembro o quê. Não consigo lembrar!
Este é o homem que caminha ao meu lado mesmo quando eu não quero, mesmo quando sinto vergonha de mim.
Esteve comigo no meu Chernobyl, e me deu a mão mesmo sabendo que os fluidos radioativos provinham de meu corpo e mente.
Agora, neste instante pausado da manhã, ele estava aqui ao meu lado para me dizer alguma coisa da qual eu não conseguia escutar.
Decidi então sair da janela, me retirar da podridão e da poluição lá de fora para me focar na podridão fétida que provinha de mim.
Um fio tênue de luz, como uma linha de nylon nos envolvia, traçando uma linha de amor que nos fazia pai e filha, mestre e aprendiz.
Havia muitos anos em que eu não via ele, mesmo ele estando ao meu lado.
E agora ele estava aqui, com sua enorme e brilhante presença desnuda para minhas pobres pupilas.
Chorei. Sorri. Emocionei.
Então decidi caminhar na busca de mim mesma, e descobrir a chave do meu mistério:
O que eu tenho que fazer? Sei que tenho que fazer alguma coisa, mas não consigo me lembrar o quê.
Vamos então ter uma longa conversa de 48 horas.
Sei que vou levar grandes lições de moral por ter ficado estagnada tanto tempo, mas que me sirva de lição.
Preciso caminhar, preciso ir, preciso seguir em frente...
Meus passos estão pesados tamanha a carga que carrego...
Devo deixar tudo para trás, devo abandonar o peso e carregar só o que é leve e o que poderá me nutrir daqui em diante.
Fechei meus olhos, mas a luz continuava lá.
Que agora eu possa me levantar, que eu possa seguir, que eu tenha força e coragem para continuar.
Que os corpos se levantem da preguiça,
Que as mentes acordem do sono pesado,
Que o altruísmo renasça nos corações,
Que haja fé,
Que não haja religião superior a verdade,
Que os mestres dêem lições verdadeiras aos alunos,
Que a bondade perdure mesmo nas sombras,
Que ninguém tenha medo do amanhã,
Que você também acredite,
Que os próximos dias sejam de paz,
E que a paz esteja com você.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Causidicus.
De terno de linho,
uma pasta na mão
Fones no ouvido,
olhar ao chão.
Levanta a cabeça,
dança com minh'alma,
que gira pra te ver chegar.
Processa meu corpo,
por tanto te amar.
uma pasta na mão
Fones no ouvido,
olhar ao chão.
Levanta a cabeça,
dança com minh'alma,
que gira pra te ver chegar.
Processa meu corpo,
por tanto te amar.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Na verdade a culpa é sua, meu caro. Se você não queria uma mulher que sambasse, jamais deveria tê-la chamado para dançar.
Veja o meu caso, nós dois sambamos, nós dois bebemos, nós dois cantamos, nós dois sentamos, nós dois rimos e nós dois também vamos embora juntos.
Porque isso é o que o amor faz.
Mas você meu caro, esqueça essa coisa de poder. Isso não existe, você só terá alguém do seu lado desse jeito que você me disse que almeja, se souber entrar na dança. Se sambar também, sem esperar nada em troca.
Se você sambar, ela vai sentir prazer em dançar a valsa que você tanto gosta e ela detesta.
É simples assim.
Com o tempo você vai notar que para você vai ser tão prazeroso o samba quanto a valsa.
E você vai ver, aos poucos você vai notar... que nenhum dos dois vai ter poder, que não haverá brigas sobre quem pode mais.
Meu caro, você vai ver que amar é tão simples quanto sambar.
Basta se entregar.
Veja o meu caso, nós dois sambamos, nós dois bebemos, nós dois cantamos, nós dois sentamos, nós dois rimos e nós dois também vamos embora juntos.
Porque isso é o que o amor faz.
Mas você meu caro, esqueça essa coisa de poder. Isso não existe, você só terá alguém do seu lado desse jeito que você me disse que almeja, se souber entrar na dança. Se sambar também, sem esperar nada em troca.
Se você sambar, ela vai sentir prazer em dançar a valsa que você tanto gosta e ela detesta.
É simples assim.
Com o tempo você vai notar que para você vai ser tão prazeroso o samba quanto a valsa.
E você vai ver, aos poucos você vai notar... que nenhum dos dois vai ter poder, que não haverá brigas sobre quem pode mais.
Meu caro, você vai ver que amar é tão simples quanto sambar.
Basta se entregar.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Quinoterapia :)
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Antes de partir.
Eu não costumava ser assim. Eu até falava bastante de mim antigamente, adorava explicar as minhas teorias e falar do meu passado. Mesmo porque o meu passado é uma delícia. Não sei se foi um fato pontual que me calou por enquanto. Também não sei se é só por enquanto. Mas o meu passado continua bonito, continua mesmo. Eu é que fiquei um pouquinho mais medrosa. Cuidadosa, talvez. Prometo que qualquer dia desses eu falo um pouco mais. Só que não gosto de falar muito. Eu sempre me arrependo depois, fico achando que estou nua. Que você pode rir da minha participação insignificante no mundo. Ou que você pode achar tudo isso um pouco bagunçado demais, você que é arrumadinho. Eu amo você, e quando eu gosto de alguém eu fico morrendo de medo de ouvir "eu preciso ir embora." Pra mim isso é pior do que um "eu nunca te amei." Eu supero não-amores, mas despedidas eu não sei. Fica tudo meio engasgado, eu fico perdida no meio da rua da minha cabeça. Quantas vezes já escrevi sobre adeuses? Eu acabo indo embora antes de ser abandonada, não consigo. Devem ter sido muitos desencontros. Tenho medo de virar aquelas pessoas que não se apegam, porque tiveram que desapegar demais. Mas com você é diferente. Eu já não posso mais partir de você, se algo acontecer, acho que é você que terá que ir. Será que você vai mesmo embora? Se for, não deixe de perguntar mais uma ou duas coisas sobre mim, para você eu quero falar.
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