Das dores aqui vistas,
meras ilusões narcisistas.
Um fiapo de pó,
Pedaço de tempo.
Agora resta tudo que não é egoista.
Uma mão no bolso e
um olhar atento.
Amor aos montes,
chorar de rir.
E que tome tento.
sábado, 10 de março de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Um Choro
Eu senti um monte de coisas acumulando dentro de mim, mas não sabia bem o quê. Frases que se repetiam, idéias fixas fazendo minha cabeça rodar. Fui ficando chata, rabugenta e triste, ao ponto de não conseguir ânimo para conversar nem coragem para sair. Eu sabia que devia haver um motivo, mas não prestei atenção a mim mesma. Isso não se deve fazer, deixar de olhar para si. De certa forma, eu sei tudo o que vai acontecer comigo, mas às vezes me recuso a parar para transformar em ordem coerente aquele punhado de impressões. Até que, domingo, fui traída duas vezes e minha alma se espalhou pelo chão. E quando aconteceu, eu percebi que eu já sabia que seria assim, mas tinha preferido me manter cega e burra, o que de certa forma me faz um pouco responsável também. Daí eu não parava de ouvir por dentro "você não aprende nunca", e só pensava que era a mais pura verdade, porque eu continuo acreditando nas pessoas, mesmo que elas dêem todos os motivos para eu desistir. E me magoa tanto, porque eu abri minha casa e meu coração, ofereci apoio e carinho e ouvi calada todas as confissões bárbaras que me rasgaram por dentro... E também guardei segredos doídos de pessoas que eu amo e me preocupei tanto, tanto e tão sinceramente... Então, sem motivos, quando eu fiquei um pouco frágil e pequena, me empurraram para o chão sem que eu percebesse. Ainda estou de joelhos, sem coragem de encarar pessoa capaz de gesto tão cruel. Da outra metade, já ouvi explicações e estou em processo de acalantamento de dor. Mas essa, ah, essa eu ainda não fui capaz...
Anteontem à noite quando não parecia tão próxima a hora da morte, recheei meu peito com estopa grossa e pensei que, estofado, não se ocuparia de outras bolas de algodão, de outros retalhos, de outros panos velhos, mas foi só mais um engano, um engano cotidiano, desses que acontecem nas tardes quentes em que prestamos mais atenção ao bolo que está sendo assado do que aos chiados estáticos da nossa pele.
De nada adiantou; Promover um canto confortável e macio para alguém, criar teias intrincadas de sentimentos, furtar para si o que ela tem de mais genuíno e doar para ela o que você tem de mais quente, de mais borbulhante, de mais perigoso; isso não adianta nada, os tecidos seguem agregando seus pedaços perdidos no mundo, incorporando para si os milhões de fios de seda, de algodão, de lã, de linho e constituindo lá dentro a estopa que protege meu peito das friagens, das bruscas quedas de temperatura, das ventanias, das geadas e de toda a sorte de variações climáticas possíveis.
dessa vez, e só dessa vez, você não era pano, era o contrário disso, era o delírio de uma tarde sem sedativos, era a tentativa do último gole de cachaça que faz voltar à terra todo o resto do litro, era a gota de chuva que pega singularmente na nuca e escorre pelas costas por dentro do casaco, era saudade que deita o mais forte dos homens em febre terçã.
- você ventou em mim.
De nada adiantou; Promover um canto confortável e macio para alguém, criar teias intrincadas de sentimentos, furtar para si o que ela tem de mais genuíno e doar para ela o que você tem de mais quente, de mais borbulhante, de mais perigoso; isso não adianta nada, os tecidos seguem agregando seus pedaços perdidos no mundo, incorporando para si os milhões de fios de seda, de algodão, de lã, de linho e constituindo lá dentro a estopa que protege meu peito das friagens, das bruscas quedas de temperatura, das ventanias, das geadas e de toda a sorte de variações climáticas possíveis.
dessa vez, e só dessa vez, você não era pano, era o contrário disso, era o delírio de uma tarde sem sedativos, era a tentativa do último gole de cachaça que faz voltar à terra todo o resto do litro, era a gota de chuva que pega singularmente na nuca e escorre pelas costas por dentro do casaco, era saudade que deita o mais forte dos homens em febre terçã.
- você ventou em mim.
Iminência
O quase é corrosivo o suficiente para me causar dor. A incerteza e o talvez são crueis demais. Palavra contra palavra, eu não quero acreditar. Prefiro continuar submersa na argila. Não posso suportar o confronto pueril que me faria pequena demais, pequena demais para continuar. O grito continuará estancado logo abaixo de minhas cordas vocais, serei forte e cuidadosa para não deixá-lo escapar. Por mais que meu coração sufoque, por mais que o enjôo tome conta de mim, não vou me submeter. Estou cansada demais, carente demais, sozinha demais.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Das mentiras.
Não, eu não posso cobrar.
Já menti tantas vezes, mas nenhuma para você.
No início foi tudo meio duro, meio frio.
Eu não queria ter você.
Queria continuar afogada em minha solidão.
Mas veio você com um jeito tão doce, uma alma tão carente, um carinho tão gentil.
E eu não pude dizer não.
Mas hoje, você me olha nos olhos e insalubre, me conta coisas tortas, como o passo da borboleta.
Logo você, que anda sempre em linha reta?
E triste, eu baixo a cabeça e aceno como quem acredita.
Triste, eu ando vagarosa por estes dias.
Triste, eu olho para você.
Tantas coisas lindas você me deu.
Tantas pessoas lindas você me trouxe.
Não, eu não culpo você.
Culpo a mim.
E arrasto os dias tentando decidir.
Tentando não adoecer.
Tentando continuar sem perecer.
Já menti tantas vezes, mas nenhuma para você.
No início foi tudo meio duro, meio frio.
Eu não queria ter você.
Queria continuar afogada em minha solidão.
Mas veio você com um jeito tão doce, uma alma tão carente, um carinho tão gentil.
E eu não pude dizer não.
Mas hoje, você me olha nos olhos e insalubre, me conta coisas tortas, como o passo da borboleta.
Logo você, que anda sempre em linha reta?
E triste, eu baixo a cabeça e aceno como quem acredita.
Triste, eu ando vagarosa por estes dias.
Triste, eu olho para você.
Tantas coisas lindas você me deu.
Tantas pessoas lindas você me trouxe.
Não, eu não culpo você.
Culpo a mim.
E arrasto os dias tentando decidir.
Tentando não adoecer.
Tentando continuar sem perecer.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
A hipnose da imprensa.
A chamada gripe asiática ou suína e, finalmente, H1N1 foi alvo do cômputo obsessivo do total de casos, acompanhado por estatísticas diárias e 'em tempo real' - números não corroborados por nenhum órgão de imprensa, diga-se de passagem, que se contentaram em reproduzir os informes oficiais. Apesar da perturbação que causou, a doença mereceu, nos meses subsequentes ao anúncio da vacina, apenas cobertura irrisória da imprensa. A partir de argumentos alarmistas, informações modificadas e tendenciosas, insufladas por grandes corporações, governos e detentores de poder, vimos a população ser escancaradamente manipulada, tendo sido instaurada uma espécie de neurose coletiva sem precedentes.
Curiosamente, a suposta epidemia foi notícia durante tempo suficiente para favorecer as mesmas megaempresas que confortavelmente 'descobriram' a cura, o produto salvacionista patenteado e sintetizado por elas próprias, que começou a ser vendido no momento exato em que as massas responderam ao estímulo hipnótico, passando inclusive a exigir de seus governos a encomenda e a aquisição de lotes da droga. Que timing incrivel tem a ciência farmacológica, não?
Sem o saber, o povo se deixou induzir pelos veículos de comunicação, enquanto as contas bancárias dos institutos de pesquisas, dos grandes laboratórios, como também dos políticos que estavam por detrás da manipulação mental cresciam soberbamente.
Será que todos sabem que, com a saúde financeira seriamente comprometida, os grandes grupos de comunicação ao reor do mundo hoje extraem suas pautas praticamente das mesmas fontes- três ou quatro agências mundiais de notícias, que abastecem todos os veículos? É muito mais barato remunerar estas agências do que desenvolver apuração própria, com correspondentes ao redor do globo; isso é inegável.
Trecho retirado do excelente livro:
A marca da besta, de Robson Pinheiro.
Curiosamente, a suposta epidemia foi notícia durante tempo suficiente para favorecer as mesmas megaempresas que confortavelmente 'descobriram' a cura, o produto salvacionista patenteado e sintetizado por elas próprias, que começou a ser vendido no momento exato em que as massas responderam ao estímulo hipnótico, passando inclusive a exigir de seus governos a encomenda e a aquisição de lotes da droga. Que timing incrivel tem a ciência farmacológica, não?
Sem o saber, o povo se deixou induzir pelos veículos de comunicação, enquanto as contas bancárias dos institutos de pesquisas, dos grandes laboratórios, como também dos políticos que estavam por detrás da manipulação mental cresciam soberbamente.
Será que todos sabem que, com a saúde financeira seriamente comprometida, os grandes grupos de comunicação ao reor do mundo hoje extraem suas pautas praticamente das mesmas fontes- três ou quatro agências mundiais de notícias, que abastecem todos os veículos? É muito mais barato remunerar estas agências do que desenvolver apuração própria, com correspondentes ao redor do globo; isso é inegável.
Trecho retirado do excelente livro:
A marca da besta, de Robson Pinheiro.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Num pedaço de pau em cima daquela árvore
Em meio ao barulho quieto do mato
Entre aquelas folhas verdes e molhadas
Do sereno que passou e deixou rastro
Canta um pobre solitário na quietude
Um rouxinol triste fugindo do sol
Nas asas, fogo, e um cordão no pescoço
Seu canto chora por ser só, o rouxinol
E sua voz entorna um pranto
Sua música dança entre as dálias
Entrega melancolia pelo pântano
Contorna o fluxo das águas
Mas o pobre pássaro ainda canta
Num suspiro melodioso, voa com dor
E morre no primeiro acorde, no primeiro pulo
Morre sem saber o que é o amor.
Em meio ao barulho quieto do mato
Entre aquelas folhas verdes e molhadas
Do sereno que passou e deixou rastro
Canta um pobre solitário na quietude
Um rouxinol triste fugindo do sol
Nas asas, fogo, e um cordão no pescoço
Seu canto chora por ser só, o rouxinol
E sua voz entorna um pranto
Sua música dança entre as dálias
Entrega melancolia pelo pântano
Contorna o fluxo das águas
Mas o pobre pássaro ainda canta
Num suspiro melodioso, voa com dor
E morre no primeiro acorde, no primeiro pulo
Morre sem saber o que é o amor.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
PO- éticas/líticas.
Somos espectros,
mecanismos,
organismos inteligentes
perigosos.
Máquinas de orgulho,
Artistas da vaidade,
Máscaras do engulho,
Poetas da disparidade.
Egoístas.
O eu caminha à frente.
Dissimulados.
A verdade se faz ausente.
Somos feios, porém narcisistas.
Somos podres, porém maquiados.
Somos meramente fruto de um universo paciente.
E assim que o gigante acordar, seremos escravos.
Escravos de nossa mente doente.
Putrefarão-se as agulhas, adagas e adornos.
Caírão os sugadores, senadores e subornos.
Equipararão-se os mendigos, magnatas e subalternos.
Reinarão os artistas, os poetas e os loucos.
mecanismos,
organismos inteligentes
perigosos.
Máquinas de orgulho,
Artistas da vaidade,
Máscaras do engulho,
Poetas da disparidade.
Egoístas.
O eu caminha à frente.
Dissimulados.
A verdade se faz ausente.
Somos feios, porém narcisistas.
Somos podres, porém maquiados.
Somos meramente fruto de um universo paciente.
E assim que o gigante acordar, seremos escravos.
Escravos de nossa mente doente.
Putrefarão-se as agulhas, adagas e adornos.
Caírão os sugadores, senadores e subornos.
Equipararão-se os mendigos, magnatas e subalternos.
Reinarão os artistas, os poetas e os loucos.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Das dores.
Você não sabe, mas hoje mais uma vez, eu comecei a escrever e na metade apaguei tudo, arrependida de retomar a escrita por você.
Quantas palavras se perderam no tempo, e em frágeis flores de algodão que se consomem com o vento, elas caíram antes de chegar a você.
Vamos vivendo com a ausência, em meio ao desespero da sociedade, a angústia da humanidade, cercados de regras sociais das quais não queremos seguir.
Não nos vimos, não nos conhecemos, apenas passamos um pelo outro em metrôs lotados prestando mais atenção na música do fone de ouvido do que em qualquer fantasma que por ali passava vestido de pessoa.
Não te conheço, e também não sei quem eu sou. Mas acho que no lugar onde estou estraguei a chance de ficarmos juntos desta vez.
Minha esperança é que leia minhas palavras, ou meu desespero, ou a tristeza espampanante em meu rosto, e talvez, algum dia, me encontre aqui nesta praia cheia, onde me encontro vazia.
(Out/10)
....
Com a falsa perspectiva de que só nós reencontraríamos na morte, as esperanças de ter você aqui, nesta vida já me escorregavam pelos dedos como a areia da praia em que estou sentada escrevendo isso.
Porém, em um pedido de socorro atendido pelo universo, nos encontramos.
Esta mesma praia em que vim parar pelo destino, era sua casa desde sempre.
E hoje vivemos juntos, arrecadando gestos de ternura em meio ao desespero da sociedade, a angústia da humanidade, cercados de regras sociais das quais não queremos seguir.
Sorrisos não são mais falsos. Gritos em mesas de bar não são mais necessários. Viver com você só me faz ser mais eu, mais sutil.
Hoje enfim pude completar esta carta, há tanto tempo já escrita, que nem lembro mais do gosto das lágrimas que me escorriam. Eram doces ou ardis?
Só me lembro da tarde de sol no Arpoador, o papel e a caneta na mão, e depois, a lembrança de você caminhando até mim, me trazendo redenção.
(Fev/11)
Quantas palavras se perderam no tempo, e em frágeis flores de algodão que se consomem com o vento, elas caíram antes de chegar a você.
Vamos vivendo com a ausência, em meio ao desespero da sociedade, a angústia da humanidade, cercados de regras sociais das quais não queremos seguir.
Não nos vimos, não nos conhecemos, apenas passamos um pelo outro em metrôs lotados prestando mais atenção na música do fone de ouvido do que em qualquer fantasma que por ali passava vestido de pessoa.
Não te conheço, e também não sei quem eu sou. Mas acho que no lugar onde estou estraguei a chance de ficarmos juntos desta vez.
Minha esperança é que leia minhas palavras, ou meu desespero, ou a tristeza espampanante em meu rosto, e talvez, algum dia, me encontre aqui nesta praia cheia, onde me encontro vazia.
(Out/10)
....
Com a falsa perspectiva de que só nós reencontraríamos na morte, as esperanças de ter você aqui, nesta vida já me escorregavam pelos dedos como a areia da praia em que estou sentada escrevendo isso.
Porém, em um pedido de socorro atendido pelo universo, nos encontramos.
Esta mesma praia em que vim parar pelo destino, era sua casa desde sempre.
E hoje vivemos juntos, arrecadando gestos de ternura em meio ao desespero da sociedade, a angústia da humanidade, cercados de regras sociais das quais não queremos seguir.
Sorrisos não são mais falsos. Gritos em mesas de bar não são mais necessários. Viver com você só me faz ser mais eu, mais sutil.
Hoje enfim pude completar esta carta, há tanto tempo já escrita, que nem lembro mais do gosto das lágrimas que me escorriam. Eram doces ou ardis?
Só me lembro da tarde de sol no Arpoador, o papel e a caneta na mão, e depois, a lembrança de você caminhando até mim, me trazendo redenção.
(Fev/11)
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Contigo aprendi, enfim.
Eu te amo como você é, como você busca achar seu próprio modo especial para se relacionar com o mundo. Eu honro suas escolhas para aprender do modo que você sente que é certo para você.
Eu sei que é importante que você seja a pessoa que você quer ser e não alguém que os outros ou eu pensamos que você deveria ser. Eu percebo que eu não posso saber o que é melhor para você, embora talvez às vezes eu pense que eu saiba. Eu não tenho estado no mesmo lugar que você, vendo a vida do seu ângulo. Eu não sei o que você escolheu aprender ou como escolheu aprender, com quem ou em que período de tempo.
Neste lugar onde eu estou, eu vejo que há muitas maneiras para perceber e experimentar as diferentes facetas de nosso mundo. Eu aceito, sem reservas, as escolhas que você faz em cada momento. Eu não faço nenhum julgamento disto. Se eu negasse seu direito à sua evolução, então eu negaria o direito para todos os outros e para mim mesmo.
Eu sei que é importante que você seja a pessoa que você quer ser e não alguém que os outros ou eu pensamos que você deveria ser. Eu percebo que eu não posso saber o que é melhor para você, embora talvez às vezes eu pense que eu saiba. Eu não tenho estado no mesmo lugar que você, vendo a vida do seu ângulo. Eu não sei o que você escolheu aprender ou como escolheu aprender, com quem ou em que período de tempo.
Neste lugar onde eu estou, eu vejo que há muitas maneiras para perceber e experimentar as diferentes facetas de nosso mundo. Eu aceito, sem reservas, as escolhas que você faz em cada momento. Eu não faço nenhum julgamento disto. Se eu negasse seu direito à sua evolução, então eu negaria o direito para todos os outros e para mim mesmo.
E com grande amor eu reconheço seu direito de determinar seu futuro. É em humildade que eu me curvo à percepção de que o modo que eu vejo como melhor para mim não tem que significar que também é certo para você. Eu sei que você é conduzido como eu sou, seguindo a excitação interna para saber seu próprio caminho.
Eu sei que as muitas raças, religiões, costumes, nacionalidades e convicções dentro de nosso mundo, nos trazem riqueza e nos permitem o benefício de ensinamentos de tal diversidade. Eu sei que cada um de nós aprende de nosso próprio modo.
Eu não só o amarei se você se comportar da forma que eu acho que você deve ou acreditar nas coisas que eu acredito. Eu o amarei por ser quem você é, pelas suas convicções e personalidade marcantes. Pelo seu jeito de agir. Eu te amarei por ter escolhido me amar.
Eu sei que as muitas raças, religiões, costumes, nacionalidades e convicções dentro de nosso mundo, nos trazem riqueza e nos permitem o benefício de ensinamentos de tal diversidade. Eu sei que cada um de nós aprende de nosso próprio modo.
Eu não só o amarei se você se comportar da forma que eu acho que você deve ou acreditar nas coisas que eu acredito. Eu o amarei por ser quem você é, pelas suas convicções e personalidade marcantes. Pelo seu jeito de agir. Eu te amarei por ter escolhido me amar.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Onde está o amor?
Estou perdida. Nas minhas palavras, na minha vida.
Não sei quem eu sou, para onde vou, não sei a hora exata de partir.
Mas sei que nada é permanente, que ao meu redor há o caos e a forte mordida da cobra.
As pessoas estão tão frágeis, frágeis como leve copo de cristal perante a maldade.
A cidade mostrando suas paisagens implorando para que a olhem e sintam um pouco mais de paz.
Mas são todos tão egoístas. Todos tão perfeitos em si, tão mergulhados em seu próprio orgulho que não aceitam mais aprender uns com os outros. Todos com tanto medo de perdoar, de se entregar, de amar que mergulham em um mar de frustrações e reclamações, bolando ardis estratagemas para arremessar outros ao seu próprio lodo.
Pessoas que conhecíamos e não reconhecemos mais.
Somos julgados uns pelos outros pelo simples fato de perdoar quem estava errado, somos levados à fogueira gelada e intrépida do ódio por sermos empáticos, somos taxados, rotulados e alvos de injúrias e palavras que afetam tanto nosso corpo quanto nossa alma, pelo simples fato de querermos uma vida de paz perante aos outros, perante ao mundo, perante a nós mesmos.
Como um vírus que se propaga, o ódio é lançado de um em um e forma uma sociedade em que cão mata cão, em que "olho por olho e dente por dente" não se torna só viável, mas sim necessário para que sobrevivam.
Eu não vou nem comentar sobre a política corrupta, sobre os policiais que só protegem aqueles que dão propina, sobre os juízes assassinos que mandam matar outros juízes, sobre os deputados que exalam de sua boca o fétido preconceito, sobre a Comlurb que só tira o lixo de frente de restaurantes da Av. Copacabana mediante propina, e quando a polícia é acionada, mais propina, sobre os donos de morro assassinos, corruptos, lagartos de um submundo que dão um frio tiro na testa tomando o café da manhã, sobre a crise das pessoas que não sabem estar no poder e quando chegam lá, só querem mais.
Não, eu definitivamente não vou falar sobre isso, eu estou falando sobre nós, reles trabalhadores na sociedade. Porque foi daqui que saíram todos eles, foi aqui que tudo começou.
Onde estão os pais que ensinavam os filhos a respeitar o coleguinha?
Onde estão os pais que davam tanto amor e carinho que o filho passava isso adiante?
Onde estão os pais que ensinavam a não ter preconceito? A respeitar o professor?
As nossas crianças estão sendo o fruto de pais perdidos, sem valores, sem moral, sem ética, que nada tem a ensinar a uma criança.
Tanto que elas acham normal dar um tiro pelas costas no professor em sala de aula, elas acham normal matar a menininha de 13 anos que disse "não" ao pedido de namoro, elas acham normal começar a fazer sexo com 10 anos.
A sociedade de amanhã está se tornando mais perigosa ainda que a que temos hoje. Nossos adultos de amanhã estão despreparados para viver. Despreparados para amar, para respeitar uns aos outros.
Condições básicas que eram ensinadas a nós desde que nascíamos, parecem perdidas em um passado romântico.
Amigos, DESPERTEM!
Somos nós os responsáveis por isto, somos nós que estamos em frente a televisão olhando os crimes hediondos feitos pelas pessoas com naturalidade. ISTO NÃO É NATURAL!
Temos que lutar para fazer o mundo sobreviver, para ensinar uns aos outros, para que não tenhamos vergonha de sermos ensinados por outros. O amor universal é uma lei, devemos ser capazes de amar uns aos outros assim como somos capazes de respirar.
Se cada um fizesse sua parte, nós estaríamos iniciando um "movimento do bem". Para os que estão cansados demais para levantar da cadeira e fazer alguma coisa pelo mundo, já vou dizendo: não é dificil!
Basta tratar os outros como você gostaria de ser tratado, com sorrisos, com simpatia, sem enganar, sem cobrar mais por um serviço... o nome disso é empatia.
Basta não ter medo de mostrar as pessoas que elas estão erradas, chamar num cantinho e dizer bem baixinho o que ela fez, sem que ninguém mais ouça. O nome disso é sabedoria.
Basta não aceitar certas facilidades, como um dinheirinho a mais para dar mais atenção e crédito a certo cliente. O nome disso é ética.
Basta ensinar ao filhinho, que os outros humanos são iguaizinhos a ele, e que não se deve fazer mal, pois existe sim o certo e o errado. E é errado machucar alguém. O nome disso é respeito.
Basta despir-se de preconceitos criados pelos monstros da sociedade do século passado, que são o machismo e a escravidão, pois todos somos iguais perante a Deus. O nome disso é igualdade.
Basta viver acreditando que cada ser humano deve ser respeitado como ele é, e vivendo sua vida de maneira que não afete negativamente a dos outros. Se você fizer coisas boas às pessoas, você vai receber coisas boas delas, isto é um ciclo do bem que deveria ser compreendido, pois ele transforma vidas. Aceite cada um como ele é, faça coisas boas, doe sorrisos, seja gentil.
O nome disso é amor.
Não sei quem eu sou, para onde vou, não sei a hora exata de partir.
Mas sei que nada é permanente, que ao meu redor há o caos e a forte mordida da cobra.
As pessoas estão tão frágeis, frágeis como leve copo de cristal perante a maldade.
A cidade mostrando suas paisagens implorando para que a olhem e sintam um pouco mais de paz.
Mas são todos tão egoístas. Todos tão perfeitos em si, tão mergulhados em seu próprio orgulho que não aceitam mais aprender uns com os outros. Todos com tanto medo de perdoar, de se entregar, de amar que mergulham em um mar de frustrações e reclamações, bolando ardis estratagemas para arremessar outros ao seu próprio lodo.
Pessoas que conhecíamos e não reconhecemos mais.
Somos julgados uns pelos outros pelo simples fato de perdoar quem estava errado, somos levados à fogueira gelada e intrépida do ódio por sermos empáticos, somos taxados, rotulados e alvos de injúrias e palavras que afetam tanto nosso corpo quanto nossa alma, pelo simples fato de querermos uma vida de paz perante aos outros, perante ao mundo, perante a nós mesmos.
Como um vírus que se propaga, o ódio é lançado de um em um e forma uma sociedade em que cão mata cão, em que "olho por olho e dente por dente" não se torna só viável, mas sim necessário para que sobrevivam.
Eu não vou nem comentar sobre a política corrupta, sobre os policiais que só protegem aqueles que dão propina, sobre os juízes assassinos que mandam matar outros juízes, sobre os deputados que exalam de sua boca o fétido preconceito, sobre a Comlurb que só tira o lixo de frente de restaurantes da Av. Copacabana mediante propina, e quando a polícia é acionada, mais propina, sobre os donos de morro assassinos, corruptos, lagartos de um submundo que dão um frio tiro na testa tomando o café da manhã, sobre a crise das pessoas que não sabem estar no poder e quando chegam lá, só querem mais.
Não, eu definitivamente não vou falar sobre isso, eu estou falando sobre nós, reles trabalhadores na sociedade. Porque foi daqui que saíram todos eles, foi aqui que tudo começou.
Onde estão os pais que ensinavam os filhos a respeitar o coleguinha?
Onde estão os pais que davam tanto amor e carinho que o filho passava isso adiante?
Onde estão os pais que ensinavam a não ter preconceito? A respeitar o professor?
As nossas crianças estão sendo o fruto de pais perdidos, sem valores, sem moral, sem ética, que nada tem a ensinar a uma criança.
Tanto que elas acham normal dar um tiro pelas costas no professor em sala de aula, elas acham normal matar a menininha de 13 anos que disse "não" ao pedido de namoro, elas acham normal começar a fazer sexo com 10 anos.
A sociedade de amanhã está se tornando mais perigosa ainda que a que temos hoje. Nossos adultos de amanhã estão despreparados para viver. Despreparados para amar, para respeitar uns aos outros.
Condições básicas que eram ensinadas a nós desde que nascíamos, parecem perdidas em um passado romântico.
Amigos, DESPERTEM!
Somos nós os responsáveis por isto, somos nós que estamos em frente a televisão olhando os crimes hediondos feitos pelas pessoas com naturalidade. ISTO NÃO É NATURAL!
Temos que lutar para fazer o mundo sobreviver, para ensinar uns aos outros, para que não tenhamos vergonha de sermos ensinados por outros. O amor universal é uma lei, devemos ser capazes de amar uns aos outros assim como somos capazes de respirar.
Se cada um fizesse sua parte, nós estaríamos iniciando um "movimento do bem". Para os que estão cansados demais para levantar da cadeira e fazer alguma coisa pelo mundo, já vou dizendo: não é dificil!
Basta tratar os outros como você gostaria de ser tratado, com sorrisos, com simpatia, sem enganar, sem cobrar mais por um serviço... o nome disso é empatia.
Basta não ter medo de mostrar as pessoas que elas estão erradas, chamar num cantinho e dizer bem baixinho o que ela fez, sem que ninguém mais ouça. O nome disso é sabedoria.
Basta não aceitar certas facilidades, como um dinheirinho a mais para dar mais atenção e crédito a certo cliente. O nome disso é ética.
Basta ensinar ao filhinho, que os outros humanos são iguaizinhos a ele, e que não se deve fazer mal, pois existe sim o certo e o errado. E é errado machucar alguém. O nome disso é respeito.
Basta despir-se de preconceitos criados pelos monstros da sociedade do século passado, que são o machismo e a escravidão, pois todos somos iguais perante a Deus. O nome disso é igualdade.
Basta viver acreditando que cada ser humano deve ser respeitado como ele é, e vivendo sua vida de maneira que não afete negativamente a dos outros. Se você fizer coisas boas às pessoas, você vai receber coisas boas delas, isto é um ciclo do bem que deveria ser compreendido, pois ele transforma vidas. Aceite cada um como ele é, faça coisas boas, doe sorrisos, seja gentil.
O nome disso é amor.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Para você.
Que a tua sorte seja a sorte de um rei, que tua rainha seja a dona do bem, que teu amor seja canalizado num só raio, e ilumine teu quarto, tua vida, tua carreira, teu sucesso.
Que o passado seja colocado de lado, para que possamos dar as mãos e em unissono cantar uma bonita oração. Que sejamos antes de amigos ou inimigos, irmãos.
Que tua luta em voz alta seja cessada, trocada por sussuros aureados de bondade.
Que teu caminho seja pleno de uma afinação perfeita em calmaria.
Que a força da fé mate a saudade.
Que os corações de todos nós vibrem em perfeita sintonia.
Que esta pequena prece por você te traga , iluminada, a verdade.
Do todo unido em busca de uma nova realidade.
Que o passado seja colocado de lado, para que possamos dar as mãos e em unissono cantar uma bonita oração. Que sejamos antes de amigos ou inimigos, irmãos.
Que tua luta em voz alta seja cessada, trocada por sussuros aureados de bondade.
Que teu caminho seja pleno de uma afinação perfeita em calmaria.
Que a força da fé mate a saudade.
Que os corações de todos nós vibrem em perfeita sintonia.
Que esta pequena prece por você te traga , iluminada, a verdade.
Do todo unido em busca de uma nova realidade.
domingo, 17 de julho de 2011
Absurdos cobertos.
Depois de teu assassinato, sai em disparada sem olhar para trás.
As vozes tristes e sombrias de um fantasma recém atingido ainda ecoavam em meu ouvido.
Seu corpo havia morrido, mas você não.
Como presença palpável você me seguia, e por descuido, eu te deixei me assombrar.
Sua matéria espanpanante me entrelaçava e sugava, e eu não podia mais me desvencilhar.
De nada adiantou uma mortal espada, um enterro sombrio numa fortaleza.
Sua presença sempre estaria em mim, e me assombraria em cada minuto desatento em que minha guarda estivesse baixa.
O quão tolos somos nós, em achar que podemos matar nossos próprios fantasmas?
Pois deles somos feitos, e com eles somos ensinados.
Foi assim que descobri que não adianta te matar.
O ódio não pode ser vencido, apenas ignorado.
Pois ignoro-te, fantasma pueril de minha alma, servindo a senhora de teu destino,
a honestidade.
As vozes tristes e sombrias de um fantasma recém atingido ainda ecoavam em meu ouvido.
Seu corpo havia morrido, mas você não.
Como presença palpável você me seguia, e por descuido, eu te deixei me assombrar.
Sua matéria espanpanante me entrelaçava e sugava, e eu não podia mais me desvencilhar.
De nada adiantou uma mortal espada, um enterro sombrio numa fortaleza.
Sua presença sempre estaria em mim, e me assombraria em cada minuto desatento em que minha guarda estivesse baixa.
O quão tolos somos nós, em achar que podemos matar nossos próprios fantasmas?
Pois deles somos feitos, e com eles somos ensinados.
Foi assim que descobri que não adianta te matar.
O ódio não pode ser vencido, apenas ignorado.
Pois ignoro-te, fantasma pueril de minha alma, servindo a senhora de teu destino,
a honestidade.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Absurdos descobertos.
Somos como Musashi e Sasaki.
Por isso ontem eu a chamei, a senhora de teu destino.
Ela veio.
E me contou quem você é de verdade.
E os segredos seus e dela.
Chorei.
Puxei minha espada, te matei.
E nas sombras de um enorme castelo, finalmente eu te enterrei.
Por isso ontem eu a chamei, a senhora de teu destino.
Ela veio.
E me contou quem você é de verdade.
E os segredos seus e dela.
Chorei.
Puxei minha espada, te matei.
E nas sombras de um enorme castelo, finalmente eu te enterrei.
sábado, 2 de julho de 2011
Ou sont-ils a present, a present mes vingts ans?
E hoje eu acordei com uma falta,
uma saudade,
uma vontade de reviver momentos,
de criar uma máquina do tempo.
Ah, se eu pudesse.
Ah. Se eu soubesse.
Me falta o cheiro, o abraço.
Me falta o colo, a conversa.
Me falta a tranquilidade daquele bar...
Me falta a música, o riso, a omnisciência dos bêbados.
Me falta o café, o vinho barato.
Me falta o apelido, o afeto, o arpejo do violão.
A rua dos dois algarismos, os vinis do melhor amigo, a última mesa que canta música para se ouvir.
Me faltam os passos tortos e felizes, a magreza da maldade.
Me falta tudo, menos vontade.
uma saudade,
uma vontade de reviver momentos,
de criar uma máquina do tempo.
Ah, se eu pudesse.
Ah. Se eu soubesse.
Me falta o cheiro, o abraço.
Me falta o colo, a conversa.
Me falta a tranquilidade daquele bar...
Me falta a música, o riso, a omnisciência dos bêbados.
Me falta o café, o vinho barato.
Me falta o apelido, o afeto, o arpejo do violão.
A rua dos dois algarismos, os vinis do melhor amigo, a última mesa que canta música para se ouvir.
Me faltam os passos tortos e felizes, a magreza da maldade.
Me falta tudo, menos vontade.
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Ontem ainda, eu tinha vinte anos
Acariciava o tempo e brincava de viver
Como se brinca de namorar
E vivia a noite
Sem considerar meus dias que escorriam no tempo
Eu fiz tantos projetos que ficaram no ar
Alimentei tantas esperanças que bateram asas
Que permaneço perdido sem saber aonde ir
Os olhos procurando o céu mas, o coração posto na terra
Desperdiçava o tempo acreditando que o fazia parar
E para retê-lo, e até ultrapassá-lo
Eu só fiz correr e me esfacelar
Ignorando o passado, que conduz ao futuro
Eu desprendia de mim qualquer conversação
E opinava que eu queria o melhor
Por criticar o mundo com desenvoltura
Ontem ainda eu tinha vinte anos
Mas perdi meu tempo a cometer loucuras
Que não me deixa, no fundo nada realmente concreto
Além de algumas rugas na fronte e o medo do tédio
Porque meus amores morreram antes de existir
Meus amigos partiram e não mais retornarão
Por minha culpa eu criei o vazio em torno a mim
E gastei minha vida e meus anos de juventude
Do melhor e do pior, descartando o melhor
Imobilizei meus sorrisos e congelei meus choros
Onde estão agora, meus vinte anos?
[Aznavour]
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